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RIO GRANDE DO SUL

Funcionária do Carrefour ameaçou homem que gravava espancamento

Uma funcionária do Carrefour fez ameaças a um homem que gravava o espancamento de João Alberto Silveira Freitas, assassinado nessa quinta-feira (19) em uma unidade da rede de hipermercados, em Porto Alegre (RS), após ser brutalmente agredido por dois seguranças brancos.

“Não faz isso, não faz isso. Não faz isso que eu vou te queimar na loja”, diz a mulher com uma camisa branca e um crachá, andando em direção ao homem que filmava o assassinato de João Alberto.

Em seguida, o homem diz: “trabalho aí na loja” e afirma que seguirá com a gravação. “Não tem problema, eu faço a minha última entrega pela loja”, completa ele.

O Yahoo Notícias! questionou a assessoria de imprensa do Carrefour a respeito da função ocupada pela funcionária gravada, se era terceirizada ou vinculada à empresa e quais medidas foram tomadas especificamente a respeito das declarações. A empresa não respondeu às perguntas.

De acordo com a Polícia Militar gaúcha, o espancamento começou depois de um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do mercado, localizado na zona norte da capital gaúcha. Segundo a polícia, a vítima teria ameaçado bater na funcionária, que chamou a segurança.

Há, no entanto, outra versão de testemunhas que alegam que a vítima foi perseguida no estabelecimento.

Os dois acusados foram presos em flagrantes. Um deles é policial militar e foi encaminhado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil.

A investigação trata o óbito de João Alberto Silveira Fretas como homicídio triplamente qualificado: por motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e asfixia.

ESPOSA DIZ QUE FOI IMPEDIDA DE SOCORRÊ-LO

Milena Borges Alves, esposa de João Alberto Silveira Freitas, relatou os momentos de pânico vividos logo antes do assassinato de seu marido por seguranças do estabelecimentos.

Em entrevista para a Rádio Gaúcha, ela contou que estava pagando as compras, enquanto o marido foi na frente em direção ao estacionamento, que fica no piso inferior da loja. João Alberto chegou a realizar um gesto para a esposa, que achou que seu companheiro estivesse brincando.

“Quando eu cheguei lá embaixo ele já estava imobilizado. Eu tentei me aproximar, mas os seguranças me empurraram. Ele disse para mim: ‘Me ajuda, Milena'”, contou a esposa.

Imagens do crime circulam nas redes sociais, veja a seguir (as imagens possuem conteúdo que pode ser perturbador para algumas pessoas):

Confira, abaixo, o posicionamento do Carrefour sobre o ocorrido:

Sobre a brutal morte do senhor João Alberto Silveira Freitas na loja em Porto Alegre, no bairro Passo D’Areia:

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.

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