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Felipe Neto é indiciado pela Polícia Civil

Suspeito de corrupção de menores, ele foi acusado de não limitar a classificação etária dos vídeos com conteúdo e linguajar inapropriado

Indiciado por corrupção de menores, o youtuber Felipe Neto negou as acusações feitas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele é acusado de divulgar material impróprio para crianças e adolescentes em seu canal do YouTube.

No indiciamento, feito pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), o youtuber é suspeito de corrupção de menores e acusado de não limitar a classificação etária dos vídeos com conteúdo e linguajar inapropriado para menores.

O youtuber reagiu e negou as acusações. “Baseado em denúncias caluniosas feitas pela articulação do ódio bolsonarista, um delegado decidiu me indiciar sem apurar nada ou fazer qualquer investigação. Confiamos inteiramente na justiça. Já esperávamos isso e estamos 100% tranquilos”, publicou em uma rede social.

A assessoria de imprensa de Felipe Neto também divulgou uma nota de esclarecimento. “Confiante no poder Judiciário, o youtuber permanece absolutamente convicto e tranquilo de que nunca praticou crime algum e reitera que todo o ocorrido ainda será analisado por um promotor de Justiça”, destaca trecho do comunicado.

O crime de corrupção de menores está previsto no Código Penal: “Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos, com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la”. A pena é reclusão de um a quatro anos, em caso de condenação.

O indiciamento gerou uma grande repercussão nas redes sociais. Um dos exemplos é do advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho, fundador do Instituto de Defesa do Direito de Defesa e conselheiro da Human Rights Watch (entidade internacional que defende os direitos humanos).

Augusto publicou no Twitter uma série de mensagens em que aponta falhas no caso. “Segundo o que já foi divulgado na imprensa, a delegacia simplesmente não investigou: recebeu uma denúncia, assistiu a vídeos de YouTube, ignorou completamente os argumentos da defesa e sem ouvir uma pessoa sequer, terminou a ‘investigação’”, criticou.

Ele concluiu: “Agora cabe ao MP [Ministério Público], com isenção e técnica, arquivar e mandar essa investigação para o lugar dela: a lata do lixo”, enfatizou.

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