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Atenção

Distrito Federal emite novo alerta para perfil do “Homem Pateta” nas redes sociais

Polícia Militar pede que pais de crianças e adolescentes continuem atentos a perfil que estimula suicídio

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) pede que pais de crianças e adolescentes continuem atentos aos perfis de Jonathan Galindo, o “Homem Pateta”, nas redes sociais. A corporação emitiu um alerta nessa quarta-feira (25/11).

As páginas da conta interagem com menores de 18 anos e enviam mensagens perturbadoras. Crianças e adolescentes são, então, induzidos ao suicídio e à automutilação. Também foram relatados casos de ameaça de morte.

De acordo com informações da Polícia Civil do Distrito Federal, divulgadas em julho deste ano, a maioria dos perfis são falsos e não têm ligação com o primeiro Homem Pateta. A conta inicial foi criada na Europa em 2017.

Monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos e manter diálogo com os jovens são as principais recomendações repassadas pela PMDF. O infrator também teria acesso ao endereço de IP da vítima ao encaminhar um link de acesso, usando esse e outros dados para extorsão.

No Facebook, há vários perfis com a descrição da Polícia Civil

Investigação

A Polícia Civil do DF e o Ministério Público Federal foram acionados para investigar o perfil este ano. O pedido para o MP partiu do vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Rodrigo Delmasso (Republicanos), que solicitou a retirada do conteúdo da internet e multa de R$ 1 milhão ao responsável: o valor será revertido a instituições que cuidam de crianças e adolescentes abandonados.

O Facebook Brasil informou ao Metrópoles que páginas falsas ou com conteúdos que incentivem a automutilação estão sujeitas à remoção. A rede social também disponibiliza o Portal para Mães e Pais, com dicas para uso e segurança na internet.

Além de cruel, esse tipo de conduta é considerada crime no Brasil. De acordo com Lei nº 13.968, aprovada no ano passado, induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação pode gerar pena de 6 meses a 6 anos de prisão.

No DF

Uma família do Distrito Federal foi vítima do perfil em junho. O filho da cirurgiã-dentista Camille Vanini, 36 anos, assistiu a reportagens sobre o Homem-Pateta na televisão e, em seguida, pegou o celular da mãe enquanto ela dormia. O garoto de 10 anos passou a enviar mensagens para um dos perfis do personagem. O homem, que se comunicava em inglês, conversou com a criança.

O suspeito exigia que o menino permanecesse conversando durante o dia todo. Como ficou tarde, a criança dormiu. A mãe conta que pegou a mensagem no celular e levou um susto. “Estou estudando durante todo o dia, não consegui ver o noticiário. Confesso que não fazia ideia do que era o Homem Pateta. Quando vi que alguém estava mandando mensagem, a primeira reação que tive foi pedir desculpas. Afirmei que o meu filho estava com o celular e que ele não deveria incomodar as pessoas. O grande problema foi quando o homem respondeu”, detalhou Camille.

A família morou no exterior, e todos falam inglês. Foi nesse idioma que mãe e filho se comunicaram com o perfil falso. O homem, ao ler a justificativa da dentista, enviou uma mensagem ameaçadora: “Deixa ele jogar comigo. Logo depois você o verá morto. Cuide do seu filho ou eu vou fazê-lo se matar”.

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