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Política

Deputados e ativistas investigados por fake news atuam para Russomanno

Reprodução / Facebook

Deputados e ativistas bolsonaristas investigados nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a atuar na campanha municipal de São Paulo em favor do candidato do Republicanos, Celso Russomanno.

O reforço de apoiadores identificados com a ala ideológica dos bolsonaristas deixou a campanha de Russomanno mais radical nas redes sociais. Na quinta-feira, 12, à tarde, a menos de 100 horas da eleição, mais de 1.500 postagens vinham sendo feitas por hora no Twitter.

O movimento coincide com a queda do candidato do Republicanos nas pesquisas de intenção de voto. Conforme o mais recente levantamento Ibope/TV Globo/Estadão, Russomanno está em empate técnico dentro da margem de erro com Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB). De acordo com a pesquisa, os três disputam uma vaga num eventual segundo turno com o prefeito e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB).

Boulos, que ultrapassou Russomanno no levantamento, se tornou alvo de publicação de acusações tidas como falsas pela Justiça Eleitoral. O candidato do PSOL obteve, no começo da noite de quarta-feira, 11, uma liminar que obrigou a retirada do ar do vídeo que deu início à campanha.

Boulos foi acusado de contratar duas produtoras “laranja” para atuarem em sua campanha, pro um montante superior a R$ 525 mil. A prova do delito seria o fato de que as produtoras não estão instaladas nos endereços que contam nos cadastros da Junta Comercial do Estado.

A história foi veiculada pelo blogueiro Oswaldo Eustáquio – que chegou a ficar cinco dias preso em junho por causa das investigações sobre os ataques ao STF – e repercutida por diversos perfis com memes e a hashtag “#LaranjalDoBoulos”.

Russomanno retransmitiu essas informações como também gravou um vídeo sobre o caso, que foi distribuído pelo WhatsApp. Entre os propagadores da notícia falsa estão os deputados estaduais Douglas Garcia (PTB, ex-PSL), investigado pelo Ministério Público paulista por ligação com “gabinete do ódio” na Assembleia Legislativa de São Paulo, e Gil Diniz (PSL) – ambos tiveram os gabinetes alvo de busca e apreensão.

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