Oi, o que você está procurando?

Porto Alegre

Carrefour: João Alberto não agrediu mulher, ao contrário do que diz boatos em redes sociais

Imagens do interior do supermercado mostram que João Beto se dirigiu a uma funcionária, e logo após foi encaminhado, pelos dois seguranças, ao estacionamento.

Uma gravação das agressões sofridas por João Alberto Silveira Freitas, morto na última quinta-feira (19), no estacionamento do Carrefour, em Porto Alegre, mostra um homem, que vestia roupas semelhantes a dos seguranças que espancaram o cidadão negro, dizendo a frase: “Sem cena, tá? A gente te avisou da outra vez”.

João Beto morreu no local, na noite da véspera do Dia da Consciência Negra, aos 40 anos.

O vídeo foi obtido pelo site GaúchaZH. Dois seguranças, Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, foram presos em flagrante, e tiveram a preventiva decretada posteriormente.

O homem que fala a frase aparece se dirigindo a João, enquanto Magno e Giovane imobilizam a vítima. O nome dele ainda não é conhecido.

O vídeo mostra ainda que ao menos sete pessoas assistem à cena. A polícia investiga se outras pessoas, além dos seguranças, têm responsabilidade, por assistirem “passivamente”.

Segundo a Polícia, os seguranças ficaram por cerca de cinco minutos pressionando Beto no chão. A causa provável da morte é asfixia, conforme laudo preliminar do Instituto Geral de Perícias.

A Polícia investiga o crime, que até então é classificado de homicídio triplamente qualificado. A delegada do caso, Roberta Bertoldo, disse que “jamais se justificaria qualquer tipo de desentendimento, seja ele qual for, para que levasse a efeito tamanha violência como a que ocorreu durante está ação, desses seguranças, nesse supermercado”.

Imagens do interior do supermercado mostram que João Beto se dirigiu a uma funcionária, e logo após foi encaminhado, pelos dois seguranças, ao estacionamento. Ao chegar no local, desferiu um soco contra um deles, Giovane. Logo após, iniciaram as agressões.

Veja aqui os vídeos obtidos pelo Fantástico.

A defesa de Magno disse que vai esperar a conclusão de laudos para se manifestar. A de Giovane ressalta que o cliente foi agredido, e que reconhece ver se “excedido” na ocasião.

Em depoimento, uma funcionária que estava na loja quando João e a esposa, Milena Borges, faziam compras, afirmou que, na semana anterior ao crime, ficou sabendo que João esteve no local e “importunou outros clientes”. Na versão da mulher, foi pedido que ele se retirasse.

O assassinato de João Alberto gerou manifestações em todo o Brasil contra o assassinato e contra o racismo no país. Autoridades, acadêmicos, entidades sociais e personalidades deram diversas declarações de repúdio ao assassinato.

O presidente Jair Bolsonaro disse que tensões raciais são importadas e “alheias” à história do país. O vice-presidente Hamilton Mourão lamentou a morte, mas afirmou que não há racismo no Brasil.

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
43