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POLÍTICA

Russomanno explica apoio a Dilma: “Achava que faria um bom governo”

Candidato que agora se alia ao presidente Jair Bolsonaro foi da base de apoio da ex-presidente Dilma Rousseff

Reprodução/Instagram

O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos), candidato à prefeitura de São Paulo, disse nesta quinta-feira (15/10) que não tem problemas de consciência por ter se aliado no passado a políticos que hoje considera adversários, como os petistas. Em entrevista ao portal iG, ele foi cobrado por um internauta pelo apoio que deu ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e disse que se aliou porque acreditava na possibilidade de um bom governo.

“Tanto eu quanto os brasileiros que a elegeram esperavam o melhor. Infelizmente não foi, ela errou demais”, disse ele. “Como líder do Republicanos, quando a gente viu que a situação era ruim, fomos o primeiro partido a entregar ministério para governo, o dos Esportes, e ficamos independentes na Câmara”, afirmou.

O processo que levou ao impeachment de Dilma começou em dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aceitou denúncia por crime de responsabilidade contra a presidente. O Republicanos, então chamado PRB, deixou a base em 16 de março de 2016. Um mês depois, a Câmara aprovou o relatório da admissibilidade do processo e o enviou ao Senado.

Russomanno é líder nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, com 26%, segundo pesquisa Ibope divulgada há duas semanas, seguido por Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSol).

Ele lembrou que trabalhou pelo impeachment. “Vi que estava impraticável o governo. É o processo democrático”, disse.

“Acabar [com a Cracolândia] é muito difícil”

Na entrevista, o candidato voltou a enfrentar a polêmica sobre sua declaração sobre os moradores de rua serem mais resistentes ao coronavírus. “Vi na imprensa que morreram 28 moradores de rua. Se temos 28 mil na cidade, é 0,001%. Muito menor do que a classe média”, afirmou Russomanno.

Russomanno lida com um princípio de crise na campanha no rastro de declarações suas sobre uma suposta resistência dos moradores de rua ao coronavírus – pelo fato de não tomarem banho. Em entrevista ao SBT News na noite de quarta-feira (14/10), o político se irritou com os entrevistadores que tocaram no assunto e disse que está sendo vítima de sensacionalismo.

Ele prometeu tratar como pessoas os moradores de rua, não como números, e buscar resolver seus problemas. “Candidatos falam: vamos revitalizar o centro. De que forma? Se as pessoas têm medo de andar no centro da cidade?”, provocou.

“Quem prometeu acabar com a Cracolândia fracassou”, disse ele, em provocação direta ao ex-prefeito e atual governador João Doria (PSDB). “Vou enfrentar com verdade, coragem e coração. Acabar é muito difícil, mas vamos trabalhar dia a dia para que aconteça”, disse ele, que nesta semana já defendeu revistas policiais em quem circula na área para impedir que drogas cheguem e sejam vendidas.

A Cracolândia é uma área no centro de São Paulo que reúne algumas dezenas de usuários de drogas, principalmente o crack.

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