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POLÍTICA

“Não alimento o meu carrasco”, diz Major Olímpio, sobre o PSDB

Major Olímpio disse ter se tornado político pela luta contra o PSDB, por isso é contrário à aliança de seu partido com os tucanos

Senador da República pelo PSL, Major Olímpio chamou de "aliança macabra" coligação de seu partido com o PSDB, durante evento político em Araçatuba

O senador da República Major Olímpio (PSL) esteve em Araçatuba na tarde desta terça-feira (27) e criticou a aliança de seu partido com o PSDB, em muitas cidades paulistas, para as eleições municipais 2020. “Nos municípios onde teve esta aliança não contem comigo, porque eu não alimento o meu carrasco. Então, com todo o respeito à decisão do partido, fico a distância”, afirmou durante um encontro político com o vereador Denilson Pichitelli (PSL), que concorre à reeleição.

Em Araçatuba, o grupo político ligado ao prefeito Dilador Borges (PSDB), que também concorre à reeleição, conseguiu tirar o partido das mãos de Pichitelli, único mandatário da sigla na cidade e contrário à coligação PSL-PSDB. “O vereador lutou até onde pôde pelo partido, fez de tudo para que o PSL não fosse para as mãos do PSDB, mas, infelizmente, não teve jeito”, lamentou o senador.

“Eu sofri muito com isso, mas não tenho poder de decisão. Para mim é muito duro, porque o PSDB destruiu a segurança pública, vem perseguindo os policiais e os policiais penais há 28 anos. Eu me tornei político fruto da luta contra o PSDB”, emendou o senador da República.

Conforme ele, o PSL tem 56 candidatos a prefeito e milhares de candidatos a vereador no Estado de São Paulo. “Estou ajudando em todas as cidades onde o partido não fez esta aliança macabra com o PSDB”, disse.

De Araçatuba, Major Olímpio seguiu para Guararapes – lá, o PSL tem o soldado Evandro como candidato a prefeito. Caso eleito, será o primeiro soldado da ativa da Polícia Militar a ser eleito prefeito no Brasil. De Guararapes, o senador seguiu para Andradina. Nesta quarta (28), ele passará por Presidente Epitácio, Presidente Venceslau e Presidente Prudente.

Brigas políticas

O senador também falou sobre o que ele chamou de um problema acessório existente no Brasil e no Estado de São Paulo: as brigas políticas. “Isso foge da preocupação da saúde pública e entra para o campo se quem está fazendo vacina é de direita ou é de esquerda”, criticou.

Ele aproveitou para criticar a postura do governador João Doria (PSDB) e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “O Doria dá uma de menino birrento e diz que vai obrigar todo mundo a tomar vacina. Depois vem o presidente dizendo que não quer negócio com a China, que é o nosso maior parceiro comercial. Esses exageros atrapalham não só a saúde pública, mas a economia também”, defendeu.

Ex-aliado do governo, Major Olímpio teve uma ruptura de ordem pessoal com Bolsonaro. “Ele queria que eu tirasse a minha assinatura da CPI Lava Togas, queria que eu retirasse o pedido de impeachment contra o Toffoli, e justamente num acordo pra quebrar galho de filho dele que tá enrolado. Eu disse não”, contou.

Desoneração e invisíveis

O senador comentou também que, no próximo dia quatro, o Senado deverá derrubar o veto da desoneração da folha de pagamento de empresas. “Se não desonerar, será muito ruim para 17 setores da economia, comprometendo 6,5 milhões de empregos”, afirmou.

A manutenção da desoneração deve gerar uma perda de arrecadação de bilhões de reais ao governo federal ao longo do ano que vem. De outro lado, acabar com o beneficio fará com que 17 setores da economia passem a custar mais caro ao empregador– o que pode impactar o número de desempregados pelo país.

Major Olímpio também criticou a declaração do ministro Paulo Guedes, ao afirmar que o governo não sabia da existência de 38 milhões de brasileiros “invisíveis”. “Isso foi uma demonstração de irresponsabilidade pública. E a carência destas pessoas na saúde e na educação? Descobrimos só agora, na pandemia?”, questionou.

Corrupção

O senador do PSL comentou, ainda, o episódio do dinheiro entre as nádegas do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), e declarou ter recebido a oferta de R$ 30 milhões em emendas da Covid-19.

“Ministros do presidente me ofereceram essas emendas para que eu mandasse para onde eu quisesse, sem qualquer regra sobre número de infectados. Além de eu não aceitar, eu denunciei. Vamos ver o resultado disso e vamos ver muitos mais casos em relação a isso”, declarou, sem citar nomes.

Ao declarar-se independente no Senado, Major Olímpio disse que é um dos que mais ajudam na aprovação de projetos, mas diz ser “0800”, numa analogia às ligações gratuitas. “Eu não quero, não aceito cargo, não aceito emenda extraordinária.

“Tomo até água de bateria”, afirma senador, ao defender vacina contra a Covid-19

O senador Major Olímpio disse que toma até água de bateria ou de bueiro, caso fossem certificadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para a prevenção à Covid-19. A declaração foi feita ao comentar que tomará a vacina contra a doença, independentemente de sua origem, após a certificação da Anvisa.

“Eu não vou fazer propaganda contrária. Precisamos parar com essas imbecilidades de fazer palanque em tudo e em qualquer circunstância. Se for certificada, eu vou tomar e recomendar às pessoas”, declarou.

De outro lado, Major Olímpio diz ser contra a obrigatoriedade da imunização e, mais uma vez, disparou críticas a João Doria: “Doria tem que descer do palanque e fazer campanha de sensibilização para convencer a população de que é um benefício à saúde, que não tem esquerda, direita, bolsonarista ou petista”.

O senador disse que perdeu um tio para a Covid-19. “Ele entrou no pronto-socorro andando e 20 dias depois estava sendo enterrado com caixão lacrado. Não dá pra dizer que é uma gripezinha e, infelizmente, continua a matar”, finalizou.

 

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