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Juiz de Fora (MG)

Honestidade: agricultor monta barraca de produtos sem vendedor

A proposta de Fábio Gomes é que o cliente escolha o produto e ele mesmo faça o pagamento, deixando o valor em uma caixinha que fica no local

Dono da barraca da honestidade só retorna à noite para recolher o que sobrou das vendas (foto: Marcos Alfredo)

Um agricultor resolveu apostar na boa fé das pessoas e montou uma ‘barraca da honestidade’, sem nenhum atendente, em Juiz de Fora (MG). O cliente chega, escolhe o produto e coloca o dinheiro numa caixinha. O dono da barraca só aparece no final do dia para recolher tudo.

A cena chama a atenção de quem passa pela estrada vicinal – que dá acesso ao distrito de Humaitá de Minas. É lá que fica a pequena barraca, rústica, sem vendedor e cheia de produtos orgânicos como legumes, verduras, frutas, bolos, biscoitos e conservas. Do lado direito, uma pequena caixa de madeira é usada de repositório do dinheiro que os próprios clientes depositam, ao comprar os produtos.

Cliente se depara com aviso alertando para a consciência (foto: Marcos Alfredo)

A ideia da ‘barraca da honestidade’ partiu do agricultor Fábio Gomes que mora cerca de 200 metros de onde instalou o comércio. Com a chegada da pandemia de coronavírus, o agricultor resolveu montar o negócio de autosserviço, sem vendedor, como forma de evitar a proximidade entre pessoas. Além disso, Fábio também acredita que a maioria da população ainda é honesta.

“Olha, a barraca é para promover honestidade. O cliente chega, pode escolher o produto e ele mesmo faz o pagamento depositando o dinheiro na caixinha. É um choque de consciência, sabe, mas eu acredito que no mundo há mais pessoas do bem, do que mau caráter”, confessa.

Ao parar com o carro para comprar algumas frutas, o aposentado Edmilson Ribeiro elogiou a iniciativa. ‘Isso deveria ser copiada por outros. Eu acho muito bacana, porque também tem a questão dos produtos orgânicos, sem veneno, o que é bom pra saúde’, conclui.

Fábio tem produção própria. O cultivo de produtos orgânicos – sem agrotóxico – envolve toda a família: esposa, filha, pai e mãe.

A barraca da honestidade funciona todos os dias. Logo pela manhã, ela é abastecida. No início da noite, ele retorna para recolher os produtos que restaram e a caixa de dinheiro. “A gente até anota tudo pra não perder as contas, mas as vendas estão boas, o pessoal tem pago certinho, tem dia que tem até dinheiro a mais”, comemora o agricultor.

Em paralelo à barraca da honestidade, o produtor rural vende, por WhatsApp, cestas de produtos orgânicos que são entregues no formato delivery, em toda Juiz de Fora.

Fàbio volta à barraca da honestidade à noite para recolher o que sobrou da venda
(foto: Marcos Alfredo)

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