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Pastora

Flordelis canta louvor e aponta tornozeleira: ‘Isso não prova nada’

A deputada federal Flordelis, fala sobre a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo.

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) apontou e mostrou a tornozeleira eletrônica enquanto cantava “isso não prova nada” e “o sonho não morreu”, durante um culto religioso, realizado neste domingo (11). Em outro momento, ela afirma que Deus permitiu “a tornozeleira”, batendo na perna em que o equipamento de monitoramento está fixado.

A pastora evangélica é acusada de ser mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado, com a ajuda dos filhos.

Na sexta-feira (9), ela se apresentou à Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) do Rio de Janeiro para colocar a tornozeleira eletrônica após ser intimada pelo Tribunal de Justiça do estado. Horas depois, fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais citando passagens bíblicas e agradecendo àqueles que a defendem da acusação.

No vídeo deste domingo, feito enquanto cantava um louvor composto por ela mesmo, Flordelis levantou a barra do vestido, mostrou a tornozeleira eletrônica e pediu para quem filmava para mostrar o equipamento. A gravação aparenta ter sido feita durante um ensaio do culto, com poucos fieis presentes.

“O sonho não morreu. É só uma túnica rasgada. Mostra aqui (apontando para a tornozeleira). Isso não comprova nada. A fera não matou José, isso é história inventada, contada pela boca da amargur que não digeriu os sonhos que nascem de Deus”, canta ela.

INOCÊNCIA DOS FILHOS

Mais tarde, com banda completa no palco e dirigindo-se à plateia, Flordelis faz uma pregação de superação na qual diz que Deus permite “a tornozeleira”. “Mas Deus permite a chuva, o vento, a prova, a dificuldade, a tornozeleira”, diz, batendo na perna.

Na mesma cerimônia, a parlamentar fez outra fala a respeito do caso. Desta vez, defendendo seus filhos, que também são acusados de participação na trama do homicídio. No total, onze pessoas – quase todos membros da família – foram denunciadas e irão a julgamento.

“E não há uma dor maior de uma mãe do que ver filhos na prisão. Saber que um filho seu que não fez absolutamente nada está respirando, deitado no chão, pelos buraquinhos que restou da porta. Em um lugar fechado onde não entra nada. Tendo que comer comida estraga. Só bastava isso para mim (sic) desistir. Qualquer outra pessoa desistiria no meu lugar. Quem é mãe aqui sabe o que eu estou falando”, lamentou ela.

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