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Eleições 2020

É falso que eleitor vai poder votar pelo celular na eleição deste ano

Circulam nas redes sociais textos afirmando que os eleitores poderão votar pelo celular em 15 de novembro. As mensagens compartilhadas ainda dizem que essa será uma forma de fraudar o resultado. O Tempo Checagem foi conferir.

A informação é falsa, mas não é difícil imaginar de onde o mal-entendido pode ter nascido. A primeira confusão pode estar ligada ao fato de que a Justiça Eleitoral permitirá, pela primeira vez, que o eleitor justifique o não comparecimento às urnas pelo celular, por meio do aplicativo e-Título, como já informado anteriormente.

Lembrando que a justificativa pelo app só será possível durante o horário de votação, das 7h às 17h do dia da eleição, e exclusiva para quem estiver fora do próprio domicílio eleitoral. Isso será verificado pelo próprio e-Título, que acessará a geolocalização do aparelho.

Outro fato que pode ter gerado o compartilhamento de informação falsa é um projeto de inovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pretende avaliar alternativas mais modernas e baratas para as votações.

Ainda bastante incipiente e experimental, o projeto, intitulado “Eleições do Futuro”, pretende criar alternativas de votação para além das urnas eletrônicas – sistema que o Brasil utiliza desde 1996.

“As urnas eletrônicas se revelaram até agora uma excelente solução, mas elas têm um custo elevado e exigem reposição periódica”, explicou o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE.

Porém, nas eleições deste ano ninguém poderá votar assim pelo celular ou qualquer outro meio online. Aliás, esse é o motivo que o TSE ressalta ao afirmar que as urnas não podem ser fraudadas: elas não possuem ligação com a internet.

Dentro da proposta de avaliação, haverá uma simulação durante o primeiro turno, acompanhada pelo TSE, com candidatos fictícios, nas cidades de Curitiba (PR), Valparaíso de Goiás (GO) e São Paulo (SP).

No final de setembro, mais de 30 empresas se inscreveram no edital de chamamento do TSE para a apresentação de propostas de votação online, com possibilidade de demonstração gratuita de suas tecnologias.

O tribunal informou ainda que qualquer proposta que pretenda ser analisada para futuras eleições precisa garantir a segurança da votação, a proteção ao sigilo do voto e a eficiência do processo.

Então, é falso que na eleição deste ano o eleitor poderá votar pelo celular.

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