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CANDIDATO

Russomanno diz que moradores de rua podem ser mais resistentes à Covid-19 por falta de banho

Reprodução / Facebook

Candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Republicanos, Celso Russomanno afirmou, nesta terça-feira (13), que moradores de rua e usuários de droga da Cracolândia podem ser “mais resistentes do que a gente” ao novo coronavírus “porque convivem o tempo todo nas ruas, não têm como tomar banho”.

A fala aconteceu durante um evento realizado na ACSP (Associação Comercial de São Paulo), no centro da capital, com empresários do setor do comércio.

“Não temos uma quantidade imensa de moradores de rua com problema de Covid. Talvez eles sejam mais resistentes do que a gente, porque eles convivem o tempo todo nas ruas, não tem como tomar banho todos os dias, etc e tal”, afirmou ele, durante o ciclo de debates.

O contexto da fala envolveu críticas da forma como a gestão de Bruno Covas (PSDB), seu adversário nas eleições municipais, lidou com a pandemia da Covid-19.

“Esse isolamento deveria ter sido feito, depois dos primeiros 30 dias, de forma vertical, cuidando das pessoas com problemas respiratórios, das pessoas cardíacas, dos idosos, das pessoas com deficiência… deveria ter sido cuidado disso. E não fechado o comércio do jeito que foi feito, quebrando e desempregando todo mundo, agora nós vamos ter que consertar isso tudo. E não vai ser fácil não”, argumentou o candidato.

A fala aconteceu durante um evento realizado na ACSP (Associação Comercial de São Paulo), no centro da capital, com empresários do setor do comércio.

“Não temos uma quantidade imensa de moradores de rua com problema de Covid. Talvez eles sejam mais resistentes do que a gente, porque eles convivem o tempo todo nas ruas, não tem como tomar banho todos os dias, etc e tal”, afirmou ele, durante o ciclo de debates.

Em um discurso alinhado com o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Russomanno defendeu um isolamento “vertical” e atacou as medidas adotadas pela prefeitura e pelo governo de João Doria (PSDB).

“O que o gestor (como se referiu a Doria) fez? Prometeu que ia ficar até o final, cuidar da cidade, etc. e tal, e abandonou a cidade. Durante a campanha toda disse ‘acelera’, ‘acelera’, ‘acelera’ e deu ré. Deu ré na pandemia”, disparou.

Não existe evidência científica de que a falta de banho promova uma maior proteção contra o novo coronavírus, ou mesmo estudos científicos que liguem o excesso de banho à uma menor incidência da doença no Brasil ou no mundo.

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