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Arroba do boi atinge indicador histórico e valor da carne deve subir ainda mais para o consumidor

Tendência é que as cotações do boi gordo sigam elevadas neste fim de ano; economista orienta substituir a carne bovina por outros alimentos - Foto: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MG

O valor da arroba do boi gordo fechou em R$ 263,35 nessa quarta-feira (14), o maior já registrado desde a série histórica do indicador Cepea/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Desde o início do ano, a alta chega a 26,4%.

O aumento gradual ao longo do ano é motivado pela lei da oferta e procura, segundo o diretor do Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste) Francisco de Assis Brandão Filho. “Está havendo muita exportação para China e Hong Kong, enxugando o produto para nosso mercado interno”, explica.

Segundo Brandão, a tendência é de que as cotações sigam elevadas neste fim de ano. Quem comemora a alta são os produtores. “Agora é momento de regularizar questões financeiras, investir em novos maquinários, pastagens e bois para garantir a produção”, orienta.

Quanto ao mercado interno, Brandão é otimista. “Já está havendo uma boa recuperação. Recebi a informação de que o estoque de carne nos supermercados no último feriado prolongado foi praticamente zerado. As pessoas voltaram a fazer churrasco, os restaurantes reabriram, isso foi uma ótima notícia”.

Mas, se antes da última alta, o valor da carne bovina já era o vilão nos carrinhos dos supermercados, agora, os preços da carne bovina também devem atingir patamares recordes, e, podem gerar impacto no consumo.

De acordo com o especialista em economia Marco Aurélio Barbosa de Souza, a situação é muito preocupante em decorrência da pressão inflacionária que impacta na queda do poder de compra dos consumidores.

“Nos últimos meses, praticamente todos os indicadores de inflação do País, inclusive o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), tem apresentado aumento, mês a mês. O problema são as graves consequências que a inflação desencadeia ao sistema econômico e o impacto no orçamento e renda das famílias que perdem poder aquisitivo adentrando em um processo de empobrecimento relativo”, explica.

Segundo ele, o cenário deve persistir até o início do próximo ano. “Para evitar prejuízos maiores na renda destinada paras as compras de alimentos, o recomendado é substituir a carne por outros produtos”, orienta.

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