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POLÍTICA

Amôedo: “Quem não tomar vacina contra a Covid-19 deve ficar isolado”

Ex-candidato a presidente da República em 2018 e ex-presidente do partido Novo, o empresário João Amôedo afirmou que as pessoas que decidirem não tomar vacina contra a Covid-19 devem permanecer isoladas e, portanto, não frequentar espaços públicos.

O comentário foi publicado neste domingo (18/10) em uma rede social. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticaram a proposta, e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro se manifestou em defesa da liberdade de expressão.

“A vida em sociedade pressupõe liberdade com responsabilidade. Quem decide não tomar vacinas que evitam doenças contagiosas não deveria poder frequentar espaços públicos, ruas, hospitais e escolas. E, sim, permanecer isolado até que todos os demais sejam vacinados”, escreveu Amôedo.

A opinião apresentada pelo ex-presidente do partido Novo contradiz o entendimento do mandatário da República. Nessa sexta-feira (16/10), Bolsonaro reafirmou, também em uma rede social, que a vacina contra o novo coronavírus não será obrigatória.

A situação escancara disputa política entre a turma bolsonarista e o ex-aliado – e, agora, um dos principais antagonistas –, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O tucano defende que a vacinação contra a Covid-19 será obrigatória no estado.

“Segundo Amoêdo, se você for ‘rebelde’ e não tomar a vacina chinesa, você merece o cárcere privado. Imagina este moço como presidente”, escreveu a deputada federal Major Fabiana (PSL-RJ), em rede social, em resposta ao ex-presidente do Novo.

“Sério isso? O senhor que se dizia uma defensor das políticas liberais, defendendo a instituição de uma ditadura?”, prosseguiu a deputada federal Alê Silva (PSL-MG), que também faz parte da base do governo na Câmara dos Deputados.

Em contrapartida, o ex-ministro Sergio Moro compartilhou o comentário de João Amôedo e saiu em defesa da liberdade de expressão. O ex-juiz federal e, agora, advogado, não opinou, no entanto, se é a favor da vacinação obrigatória para a Covid-19.

“A opinião do João Amôedo sobre vacina pode ser discutível, mas deve ser respeitada. É preciso respeitar as opiniões contrárias, sem ofensas. Temos que valorizar a liberdade de expressão. Tolerância é o cerne do liberalismo político e do espírito da democracia”, assinalou.

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