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Secom admite informação errada do governo, mas diz que imprensa ‘procura pelo em ovo’

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, (PSD-RN), disse que o governo errou quando divulgou informações erradas sobre os números de queimadas no Brasil neste ano, mas direcionou as críticas à imprensa.

Em entrevista ao UOL, Faria se referiu ao dado divulgado pela Secretaria Especial da Comunicação Social como um erro. A publicação diz: “Mesmo com os focos de incêndio que acometem o Pantanal e outros biomas brasileiros, a área queimada em todo o território nacional é a menor dos últimos 18 anos”. No entanto, só são contabilizados os números até agosto.

Segundo o ministro, o post mostrou uma “fotografia”. “Não era interessante mostrar a fotografia? A gente pode chegar em 31 de dezembro com essa afirmativa, pode ser correta. Apesar de o ano não ter acabado, temos um dos anos com a perspectiva de menores índices de queimadas, como mostra a fotografia. Essa é a notícia real”, disse.

Dados levantados pelo Uol mostram que, se a Secom comparasse os oito primeiros meses de 2020 com o mesmo período dos anos anterior, 2019 seria o ano com mais queimadas.

O ministro ainda afirmou que a imprensa exagerou ao tratar do episódio. “Concordo que tem que buscar pelo em ovo, mas quando a gente busca, a gente é acusado. Enquanto tiver pelo em ovo, terá dos dois lados. Enquanto tiver pelo em ovo, teremos intolerância dos dois lados. A autocrítica tem que ser de todos”, afirmou

Fábio Faria ainda acusou os meios de comunicação de se pautares apenas por fatos negativos do governo. “É importante que o país acompanhe, coloque na pauta central dele as realizações do governo, o que o governo tem feito”, o ministro ainda acrescentou que a economia está crescendo e o foco deveria ser nesse aspecto.

Outra crítica feita por Faria foi o fato de imprensa repercutir falar do presidente Jair Bolsonaro. “O presidente falou duas palavras, aí ligavam para o deputado do PT [para perguntar o que ele] acha da palavra do presidente. Ali enchiam a pauta. Muitas vezes, o presidente estava com entregas importantes, como quando estava levando águas do São Francisco para o Ceará. Mas a imprensa estava falando o quê? Que o presidente tinha falado duas palavras na saída do Alvorada. Ali [a imprensa] fazia com que se diminuísse a percepção nas entregas do governo”, declarou.

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