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Estudo

Respiração pela boca causa sobrecarga no coração

Estudo foi realizado por especialista em saúde da criança da UFMG e teve reconhecimento internacional

Quando o nariz entope, respirar pela boca é a forma que temos de combater a falta de ar. Na infância não é diferente. Mas o problema é que a obstrução das vias aéreas superiores pode causar hipertensão pulmonar nas crianças, doença que afeta as artérias dos pulmões e do lado direito do coração.

É isso que mostra a pesquisa realizada pela mestre e doutoranda em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal de Minas Gerais Carolina Nader. Segundo ela, “as crianças que respiram pela boca têm dificuldade de aprendizado, problemas de sono e, muitas vezes, elas vão ter apneia obstrutiva do sono – que são pausas respiratórias no decorrer da noite”, explica. São exatamente essas pausas que causam uma menor oxigenação, ocasionando uma sobrecarga no coração.

A pesquisadora pondera que cada caso precisa ser avaliado. “As crianças que respiram pela boca porque têm uma rinite alérgica e as crianças que respiram pela boca porque têm uma adenoide ou uma amígdala muito grande têm impactos distintos na sobrecarga da artéria pulmonar e capacidade de respirar pelo nariz prejudicada”, afirma.

Sendo assim, muitas vezes é possível reverter o quadro das crianças que têm adenoide e amígdala aumentada por meio de cirurgia, enquanto a rinite alérgica é uma condição que pode acompanhar a pessoa pela vida inteira.
Ainda segundo a médica, é preciso procurar ajuda médica assim que constatada a obstrução nasal e a consequente respiração pela boca em crianças. Um dos sinais é ronco à noite, alerta a especialista.

A intervenção médica pode ocorrer de diferentes formas. “Seja por medicamento, seja por uma cirurgia. Por que, se não for feito um tratamento adequado, a sobrecarga contínua pode ocasionar consequências no futuro”, conclui.

O estudo feito pela pesquisadora já havia ganhado o prêmio Mérito Talento Científico da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh). Seis anos depois, veio o reconhecimento internacional, com a publicação da pesquisa em um periódico norte-americano de referência em otorrinolaringologia e alergia.

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