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TECNOLOGIA

Playstation 5 no Brasil custará mais que o dobro do preço dos Estados Unidos

Acabou o mistério: na quarta-feira, 16, a Sony finalmente revelou os preços e a data de lançamento do PlayStation 5. O videogame, que terá dois modelos – com ou sem leitor de mídia física – chegará ao Brasil em 19 de novembro, confirmou o Estadão com a assessoria de imprensa da empresa.

Em comunicado enviado após o evento, a empresa confirmou os preços do PlayStation 5 no País: a versão sem leitor digital custará R$ 4,5 mil. Já a versão completa do console será vendida por aqui por R$ 5 mil. Segundo a Sony, a pré-venda para o aparelho começa já nesta quinta-feira, 17 de setembro.

Uma semana antes de chegar ao País, o videogame já estará nas lojas dos Estados Unidos. A versão sem leitor digital custará US$ 399, enquanto o PlayStation 5 completo sairá por US$ 499.

No comunicado, a empresa também anunciou os preços de acessórios e jogos do PlayStation 5 no Brasil. O controle sem fio DualSense custará R$ 500, enquanto o fone de ouvido Pulse 3D sairá por R$ 600. Uma câmera HD para os jogadores transmitirem suas partidas será vendida por R$ 450, enquanto um controle remoto convencional, para navegar por serviços de streaming, custará R$ 200.

O preço dos jogos terá aumentos consideráveis: títulos de estreia do console, Como Demon’s Souls ou Spider-Man: Miles Morales estão na casa de R$ 350 – lá fora, os jogos são vendidos por US$ 70, mas nos últimos anos os brasileiros se acostumaram a pagar entre R$ 200 e R$ 250 por um jogo novo.

‘Guerra de consoles’ já tem data definida

Com o anúncio da data de lançamento do PlayStation 5, fica definido o início do novo capítulo da guerra dos consoles entre Sony e Microsoft – a empresa de Bill Gates confirmou na semana passada que o lançamento do Xbox Series S e Xbox Series X vai acontecer no próximo dia 10 de novembro, ao menos nos EUA. O primeiro modelo não tem leitor de mídia física, mas custará US$ 299, enquanto o Series X sairá pelos mesmos US$ 499 nos EUA. Os novos modelos do Xbox não têm preço nem data prevista para chegar ao Brasil.

Entre os principais destaques, o PlayStation 5 terá suporte à resolução 8K, usará um disco de estado sólido (SSD, na sigla em inglês) e terá compatibilidade com os jogos do PlayStation 4. Além disso, seu controle também trará inovações. As principais configurações do videogame já haviam sido anunciadas pela Sony, o que fez o evento desta quarta-feira focar no que os jogadores mais esperam saber: o que eles poderão jogar quando o videogame chegar às lojas.

Para convencer os fãs de que poderá valer a pena trocar o videogame atual por um PlayStation 5 assim que possível, a Sony abusou de franquias conhecidas. Marcas como God of War, Homem-Aranha, Final Fantasy, Harry Potter e Resident Evil apareceram na transmissão, todas com novos jogos e lançamento confirmado até o final de 2021. Para a estreia do console, destaque para Spider-Man: Miles Morales, que traz o protagonista negro da série da Marvel para o mundo dos videogames, uma nova versão do jogo de aventura e ação Demon’s Souls e uma edição especial de Devil May Cry 5.

Outra boa novidade foi a criação da PlayStation Plus Collection, serviço que permitirá aos jogadores terem acesso a uma biblioteca de jogos do PlayStation 4 – incluindo títulos da própria Sony, como God of War e Uncharted, ou de outras empresas, como Fallout 4 (Bethesda) e Battlefield 1 (EA). Não está claro se será um benefício da assinatura da PlayStation Plus, plataforma digital que permite partidas online, ou um novo serviço.

De qualquer forma, não é uma iniciativa inédita: há anos, a Microsoft tem o Xbox Game Pass, que dá acesso a uma biblioteca de mais de cem jogos – e que é considerado por analistas um passo importante na estratégia da Microsoft para lançar os novos consoles.

Por outro lado, a confirmação de que o PlayStation 5 tem data para chegar ao Brasil é uma amostra de que a operação da Sony no País deve continuar em ramos específicos – ontem, a empresa anunciou o fechamento de sua fábrica na Zona Franca de Manaus no ano que vem e a saída do setor de áudio, vídeo e TVs. Em comunicado, a empresa afirmou que seguirá atuando no país nos segmentos de games, música, audiovisual (filmes e séries) e soluções profissionais.

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