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SEM ARREPENDIMENTO

Após “Fora Bolsonaro”, Carol recebe ameças e rebate: “Não me arrependo”

Sobre a possibilidade de punição, a atleta recordou um episódio ocorrido em 2018 com o jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, Wallace, fez com as mãos o número 17, em apoio à Bolsonaro

Talita e Carol Solberg

O grito de Carol Solberg nesse domingo (20/9) de “Fora, Bolsonaro” não foi bem recebido pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), pela Comissão Nacional de Atletas de Vôlei de Praia e pelos apoiadores do governo do presidente Jair Bolsonaro. A atleta já sofreu ataque nas redes sociais, disse ter recebido ameaças, mas não se arrepende do que fez.

Em entrevista ao O Globo nesta segunda-feira (21/9), Carol disse que o grito estava entalado na garganta. “Não me arrependo, zero, nem um pouco. Foi totalmente espontâneo, um grito mesmo, uma coisa que está entalada há muito tempo, por conta das coisas que estão acontecendo no nosso país. Está no peito, na garganta… e sinto que nós atletas temos a obrigação de usar a nossa voz. E o momento em que estou em quadra é o momento que tenho voz”, falou.

“Como cidadã me sinto na obrigação de me manifestar e exercer a minha cidadania mesmo”, completou. No entanto, a entidade da modalidade, bem como o órgão que representa os atletas, repudiaram a atitude de Carol. A CBV disse que “tomará as medidas cabíveis para que fatos como esses, que denigrem a imagem do esporte, não voltem mais a ser praticados”. E a Comissão dos Atletas até prometeu lutar contra manifestações políticas como essa.

Sobre a possibilidade de punição, Carol recordou um episódio ocorrido em 2018, quando o jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, Wallace e um companheiro de equipe fizeram com as mãos o número 17, do então candidato ao cargo de presidente. A atleta questionou a falta de repreensão no caso que a entidade repudiou, mas não o puniu.

“O Pantanal queimando, 140 mil mortes por Covid, o desgoverno do jeito que está e eu que vou ser punida?”, indagou Carol.

A atleta recebeu diversas mensagens diretas e indiretas nas redes sociais, entre as quais estão críticas, ameaças e apoios. “No Instagram recebo muita coisa e optei por nem ver. A verdade é que as pessoas que importam, que são bacanas, que eu dou valor, estão comigo e me deram a maior força”, comentou. “Estou sofrendo, sim. Mas são tantas mensagens legais… e amigos meus preocupados comigo por causa das ameaças. (…) Tem gente querendo saber onde moro… e isso é tão absurdo.”

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