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Raiva: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

A raiva pode ser transmitida aos humanos e sua letalidade é de aproximadamente 100%. Um caso registrado em vídeo (veja abaixo), mostra os efeitos assustadores que a doença causa em humanos.

Foto: Agência Brasil

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%.

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais.

O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.

Não se sabe ao certo qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.

Quais são os sintomas da raiva?

Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos (pródromos) da raiva, que duram em média de 2 a 10 dias. Nesse período, o paciente apresenta:

  • mal-estar geral;
  • pequeno aumento de temperatura;
  • anorexia;
  • cefaleia;
  • náuseas;
  • dor de garganta;
  • entorpecimento;
  • irritabilidade;
  • inquietude;
  • sensação de angústia.

Podem ocorrer linfoadenopatia, hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura, e alterações de comportamento.

Como é feito o diagnóstico da raiva?

A confirmação laboratorial em vida, ou seja, o diagnóstico dos casos de raiva humana, pode ser realizada pelo método de imunofluorescência direta, em impressão de córnea, raspado de mucosa lingual ou por biópsia de pele da região cervical (tecido bulbar de folículos pilosos).

A sensibilidade dessas provas é limitada e, quando negativas, não se pode excluir a possibilidade de infecção. A realização da autópsia é de extrema importância para a confirmação diagnóstica.

Como é feito o tratamento da raiva?

A raiva é uma doença quase sempre fatal, para a qual a melhor medida de prevenção é a vacinação pré ou pós exposição. Quando a profilaxia antirrábica não ocorre e a doença se instala, pode-se utilizar um protocolo de tratamento da raiva humana, baseado na indução de coma profundo, uso de antivirais e outros medicamentos específicos.

Caso registrado no Irã

Felizmente, os casos em que humanos contraem raiva são praticamente exceções. No entanto, casos realmente terríveis já foram registrados ao longo de nossa história. Um deles aconteceu em uma região do Irã, onde alguns moradores foram atacados por um lobo que estava contaminado. Assim como já era esperado, contraíram hidrofobia. Tal termo se refere ao “medo de água”, o que faz com que seja um pouco estranho ao fazer referência à raiva. Mas na verdade, ele surge a partir de um dos sintomas mais comuns em humanos quando contraem a doença.

Existe uma etapa em que é muito comum a dificuldade de engolir. Dessa forma, quando um simples líquido entra em contado com a garganta do doente, é expelido imediatamente… Sem contar que o abdome da pessoa ainda é tomado por dolorosas contrações. A partir daí vem o uso do termo hidrofobia, “medo de água”. Bom, foi exatamente isso que sofreu um dos moradores do Irã, no terceiro dia após ser atacado.

Já no quinto dia, a vítima sofre com salivação e transpiração intensa, seguido de inúmeras convulsões. Tal comportamento faz com que os médicos amarrem suas mãos e pés na maca. É nítido que depois de algum tempo ele começa a apresentar pequenos delírios, enquanto continua salivando, mas vagarosamente, fica mais quieto, aguardando sua morte que chega lentamente…

Atenção! O vídeo abaixo pode ser incomôdo para a maioria das pessoas. Na dúvida, não assista!

Como prevenir a raiva?

No caso de agressão por parte de algum animal, a assistência médica deve ser procurada o mais rápido possível. Quanto ao ferimento, deve-se lavar abundantemente com água e sabão e aplicar produto antisséptico.

O esquema de profilaxia da raiva humana deve ser prescrito pelo médico ou enfermeiro, que avaliará o caso indicando a aplicação de vacina e/ou soro. Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, observar o animal por 10 dias para ver se ele manifesta doença ou morre.

Caso o animal adoeça, desapareça ou morra nesse período, informar o serviço de saúde imediatamente.
A vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana.

Deve-se sempre evitar de se aproximar de cães e gatos sem donos, não mexer ou tocá-los quando estiverem se alimentando, com crias ou mesmo dormindo.

Nunca tocar em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais.

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