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Produtores e trabalhadores rurais da região participam de programa de viticultura

Ação está sendo desenvolvida em Coroados, por meio de parceria entre SIRAN e Senar-SP, visando formação de obra, geração de renda e estímulo à atividade no Noroeste Paulista

Produtores e trabalhadores rurais de Bilac, Birigui, Clementina e Coroados estão aprendendo a plantar e a comercializar uva. Nos últimos anos, essa cultura vem conquistando espaço no Noroeste Paulista, graças ao programa Viticultura desenvolvido pelo SIRAN (Sindicato Rural da Alta Noroeste) em parceria com o Senar-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

“Ao contrário do que muita gente pensa, a região de Araçatuba é propícia para o plantio da uva, pois o solo aqui é arenoso, o que é muito bom para a parreira. Quanto ao calor, não chega a ser um problema, pois a uva se adapta facilmente ao clima, como ocorre no Vale do Rio São Francisco, que também é quente”, explica o instrutor Celso Luiz Sutti.

De acordo com o especialista, o objetivo é formar mão de obra e capacitar as participantes para o manejo da cultura da uva, a ponto de essas competências profissionais contribuírem para a geração de renda dos produtores rurais. “É fato que há carência de mão de obra para a viticultura, e que a atividade tem grande potencial na região. Basta pensarmos que o Brasil importa uva principalmente do Chile e da Argentina”, comenta Sutti.

Variedades

No programa, os participantes aprendem desde a escolha da área, à produção de mudas, implantação do vinhedo, manejo e tratos culturais do vinhedo, pragas e doenças, custo de produção da viticultura, até a colheita, pós-colheita e comercialização dos produtos. As principais variedades sugeridas pelo instrutor para Coroados são a Niágara, Isabel e Vitória, próprias para consumo in natura (também chamadas de variedades “de mesa”).

O produtor Nivaldo Suguimoto, dono da propriedade onde o programa está sendo realizado, plantou 50 mudas da variedade Niágara Rosa. Ele, que já produz outras frutas, desde já investe na produção orgânica e está otimista.

“Fizemos algumas alterações na adubação e no preparo do solo, com a utilização exclusiva de adubos orgânicos, para ter um diferencial. Queremos dominar essa técnica, pois atualmente trabalhamos com venda direta ao consumidor, e queremos ampliar isso. Já estamos fazendo contato com empresas para futuramente fornecermos matéria-prima para a produção de suco e vinho orgânico”, conclui Suguimoto.

De graça

Gratuito, com sete meses de duração (de junho a dezembro), um módulo sendo realizado por mês e carga horária de 152 horas/aula, o programa ocorre de dois a três dias a cada 30 dias, com 8 horas de atividade a cada dia.

Nele, pequenos produtores e trabalhadores rurais são capacitados profissionalmente na produção de uvas, com foco na obtenção de produtos saudáveis, competitivos no mercado e com menor agressão ao ambiente. A parceria do SIRAN, com o Senar-SP é justamente promover a diversificação de cultura e gerar renda para o produtor.

A turma de Coroados atingiu o número máximo de 10 participantes, sendo que antes da pandemia de Covid-19, a quantidade era de até 15 pessoas.

Agora, seguindo as orientações das autoridades de saúde, todas usam máscaras, têm álcool em gel à disposição, contam materiais de estudo desinfetados, e mantêm distanciamento. Os participantes recebem gratuitamente material didático e certificado de conclusão.

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