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investigação

E-mails de Witzel mostram participação em contratos suspeitos

Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi denunciado, junto com a mulher e mais sete pessoas, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Wilson Witzel (Foto/ Arquivo)

Uma troca de e-mails entre o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e a primeira-dama fluminense, a advogada Helena Witzel, mostra que o governador intermediou contratos suspeitos firmados entre a mulher e empresários.

Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi denunciado, junto com a mulher e mais sete pessoas, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empresas ligadas à área da saúde.

Em 19 de março, um dia antes de declarar estado de calamidade no Rio de Janeiro, Wilson Witzel enviou a Helena Witzel uma minuta de contrato de honorários com o hospital Jardim Amália, o que na denúncia da PGR é apontado como prova de que “o governador pessoalmente participou de sua tratativa, mesmo estando no cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro”. Dois minutos depois, o governador enviou a minuta do contrato a si mesmo, mantendo uma cópia.

O contrato em negociação com o hospital, anexo nos e-mails disparados por Witzel, previa o pagamento de R$ 240 mil adiantados após 30 dias da assinatura mais um pagamento mensal de R$ 20 mil nos primeiros 24 meses, depois o valor subiria para R$ 30 mil mensais. O acordo foi fechado e o escritório de Helena Witzel recebeu R$ 280 mil.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, no entanto, nenhum ato de advocacia foi praticado por ela ao Hospital Jardim Amália – também conhecido como Hinja. Buscas realizadas no escritório de Helena Witzel em 26 de maio encontraram apenas uma petição de juntada de procuração nos autos de um processo que tratava de penhora de faturamento de empresas em execuções fiscais.

A medida, por si só, era inócua, segundo a Procuradoria, pois esse e todos os processos que tratam do mesmo objeto foram suspensos temporariamente pelo STJ. O tribunal decidiu julgar a temática na 1ª Seção da Corte por haver recursos repetitivos sobre o mesmo tema, então todas as ações param enquanto aguardam o resultado.

“A resolução do mérito do processo não dependeria de qualquer ato de Helena Witzel, que recebeu R$ 280.000,00 apenas pela juntada de sua procuração aos autos”, concluiu a PGR.

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