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ARAÇATUBA

Morre menino de 11 anos queimado com álcool jogado em tacho

Ele havia sido transferido para um hospital especializado em queimados, em Catanduva

Morreu na noite desta sexta-feira (24), Luan dos Santos Teodoro, 11 anos, que sofreu queimaduras graves no último dia 16, no bairro Mão Divina, quando estava com um grupo de meninos que fritava carne em um tacho, no momento em que um deles jogou álcool, provocando uma explosão e atingindo menino. Ele estava internado desde o dia 21 na UTI pediátrica do Hospital Padre Albino, especializado em queimados, em Catanduva.

No dia, testemunhas relataram que o garoto saiu correndo para o meio da rua com o corpo de chamas, e moradores que viram a cena usaram cobertores para abafar o fogo. Ele foi socorrido para a Santa Casa de Araçatuba, onde ficou internado até conseguir uma vaga e ser transferido para Catanduva, onde veio a falecer na noite desta sexta-feira.

Luan morava com a mãe, a confeiteira Lisângela dos Santos, 37 anos, no bairro Porto Real, e no dia do acidente, estava na casa do pai, no bairro São José, enquanto sua mãe trabalhava. No dia dos fatos, ela contou à reportagem do Regional Press que ninguém tinha informações concretas do que teria acontecido.

Lisângela ficou sabendo que o filho saiu da casa do pai, no bairro São José, e segundo ela ficou sabendo, o acidente aconteceu umas quatro quadras da casa do seu ex-marido, já no Mão Divina. “Eu fiquei sabendo que ele saiu e encontrou uns meninos fritando carne em um tacho, e ficou com eles. Um dos meninos foi jogar álcool no tacho e aconteceu uma explosão. Disseram que meu filho saiu correndo, pegando fogo e gritando no meio na rua”, relatou a mãe.

A informação que chegou até a confeiteira, no dia, foi a mesma relatada à polícia no boletim de ocorrência. Consta ainda que o pai do menino foi avisado por outras crianças sobre o acidente. “Aí chamaram uma ambulância, não sei se foi o resgate ou o Samu, que levou meu filho para Santa Casa”, contou.

O fogo atingiu a criança da cintura para cima, além de ter atingido um outro menino não identificado. Quando a confeiteira esteve com o filho, mesmo intubado, ele respondia às perguntas da mãe mexendo a cabeça. A Polícia Civil está investigando caso para tentar descobrir eventuais responsáveis pelos fatos.

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