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Novo comandante do CPI-10 fala sobre a implantação do Baep e sua visão sobre a região

Coronel PM Rodrigo Arena está há dois meses no comando do CPI-10 e já traçou um panorama da Segurança na região. Ele também fala sobre a implantação do Baep

Fotos: Fábio Ishizawa - Regional Press

Há dois meses no comando do CPI-10 (Comando de Policiamento do Interior-10), o coronel PM Rodrigo Arena, que veio de Piracicaba, já traçou um panorama da segurança na região e está focado também entre uma de suas missões frente ao policiamento nas regiões de Araçatuba e Andradina, que é a implantação do 12º Baep (Batalhão de Operações Especiais) que terá sua sede na zona leste de Araçatuba.

A equipe do Regional Press passou a manhã desta terça-feira (23) com o comandante na sede do CPI-10, onde em um bate papo ele falou sobre sua percepção da região, sua trajetória na polícia a implantação do Baep.

Coronel Rodrigo Arena, comandante do CPI-10

Coronel Rodrigo veio de Piracicaba, onde comandava do 10º Batalhão de Polícia do Interior, e assumiu o CPI-10 no dia 13 de abril. Como tenente-coronel já havia comandado os batalhões de Rio Claro e São João da Boa Vista. Ele disse que a região, que tem dois batalhões em 43 municípios, é bastante hospitaleira e tem bons índices no comparativo de criminalidade em comparação a outras regiões.

Nascido na cidade de Rio Claro, o novo comandante do CPI-10 ingressou na turma de aspirantes a oficial da Academia de PM do Barro Branco (APMBB) em 1990, onde se formou no curso de Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, equivalente a uma graduação, após três anos.

Um pouco depois, em 2005, também concluiu o curso de Direito no Centro Universitário Claretiano, na cidade de Rio Claro, com habilitação no Exame de Ordem (OAB/SP).

A capacitação do coronel Rodrigo também se estendeu ao mestrado e doutorado, ambos realizados no Centro de Altos Estudos de Segurança (Caes) “Coronel PM Nelson Freire Terra” e concluídos nos anos de 2012 e 2017, respectivamente.

Em complemento à sua formação, o coronel se especializou em Técnicas de Ensino (APMBB), Técnicas Não Letais de Intervenção Policial (Equity Internacional/Comitê Internacional da Cruz Vermelha/PMESP), Análise de Informações Criminais e Inteligência de Segurança Pública (Centro de Inteligência da PM – CIPM), e em Polícia Judiciária Militar (Corregedoria da PMESP).

Ao longo da sua carreira na PM, Arena atuou no 37º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) como comandante e também como chefe da Agência de Informações, da 1ª Companhia e Companhia de Força Tática, das seções de Pessoal e de Comunicação Social, além de ter respondido interinamente pela Seção de Justiça e Disciplina. Também foi coordenador-operacional e subcomandante do mesmo batalhão e do 10° BPM/I.

Em São João da Boa Vista, o coronel comandou o 24° BPM/I e em Piracicaba, até o dia 7 de abril, estava à frente do 10º BPM/I.

BAEP EM ARAÇATUBA

A implantação do Baep em Araçatuba está bastante adiantada. O prédio que vai abrigar a unidade, na avenida Odorindo Perenha, 141, no bairro Umuarama, está passando por adequações e os policiais que vão integrar as equipes, incluindo duas mulheres, passam por um treinamento rigoroso com especialistas em diversas áreas da segurança pública. O locação do imóvel foi feita por meio de uma parceria entre o Estado de São Paulo e a Prefeitura de Araçatuba.

Duas mulheres vieram da capital e vão integrar o Baep. Na foto, com coronel Rodrigo e Major Luiz Araújo, que comandará no Batalhão

O coronel explicou que o novo batalhão vem para dar um reforço a mais na Segurança Pública de toda a região, com aproximadamente mais 120 policiais que estão recebendo treinamentos específicos para atuação em ações táticas de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, ações de controles de distúrbios civis e policiamento com cães.

Os treinamentos para os policiais que vão integrar o Baep terão três semanas de duração (230 horas) e entrou agora na segunda semana.

Do total dos policiais que vão integrar o Baep, 50% vieram de fora e os outros 50% são policiais locais, sendo que as vagas que eles ocupam serão substituídas, fazendo que haja aumento do efetivo com a implantação do Batalhão.

O comandante explicou que os treinamentos para a implantação do 12º Baep estão sendo feitos com equipes do Comando de Choque de São Paulo, incluindo a Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar), COE (Comando de Operações Especiais) e Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais). Hoje, é a elite da polícia no Brasil.

Coronel Rodrigo lembrou que todos os participantes do curso, tanto alunos como instrutores, passaram por teste do Covid-19, e quase todas as atividades estão sendo realizadas em ambientes externos, sempre seguindo as recomendações com relação às medidas para se evitar a propagação do novo coronavírus.

O curso para os novos integrantes do Baep tem como objetivo a capacitação do policial para o patrulhamento em ações especiais, enquanto força de pronta-resposta em apoio ao policiamento territorial, nas situações que exigem aporte especializado de pessoas e equipamentos.

As 230 horas de aulas estão sendo ministradas por profissionais que atuam nos efetivos do Choque seguindo padrões internacionais, incluindo cursos no Bope, Comandos na Colômbia, Pós explosão em El Salvador, Técnico Explosivista na Argentina, Estados Unidos e Espanha e Atirador de Precisão na França, Estágio Preparatório de Comando Anfíbios (ComAnf) pela Marinha do Brasil e Curso no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) pelo Exército Brasileiro, além de curso de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga pela Polícia Militar de Pernambuco.

A instalação do 12º Batalhão de Ações Especiais de Polícia será muito importante para a região, pois, atuará em toda a região administrativa de Araçatuba para fazer frente às práticas delitivas complexas, especialmente as de maior repercussão. O Canil da Força Tática será incorporado ao novo Batalhão.

O patrulhamento tático será realizado com viaturas de grande porte, compostas cada uma com, no mínimo, quatro integrantes devidamente capacitados e treinados sob o comando de Oficial, Subtenente ou Sargento.

As equipes estarão aparelhadas com armamentos e equipamentos diferenciados, específicos para atuação em atividades críticas de polícia ostensiva, incluindo ações de controle de multidões, ações antiterrorismo, ações de policiamento com cães, ações de reintegração de posse de grande envergadura, operações especiais realizadas em conjunto ou em apoio às autoridades do Poder Judiciário ou Ministério Público, escoltas armadas de alta periculosidade, apoios às medidas de segurança por ocasião de visitas de Chefes de Estado, controle de rebeliões em estabelecimentos prisionais e combate a delitos perpetrados por organizações criminosas.

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