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Funerária troca corpos e enterra homem no lugar de idosa que faleceu com Covid

A família da idosa Neusa Werneck, 75 anos, que faleceu de covid-19 na noite desse domingo (21), em Araçatuba, passou por momentos de transtorno e constrangimento nesta segunda-feira (22), justamente em um momento de dor, o sepultamento de um ente querido.

Após o enterro, a empresa funerária que cuidou do sepultamento da idosa ligou para a filha informando que seria preciso retornar ao cemitério para fazer uma troca de caixões, porque um homem havia sido enterrado no lugar de sua mãe.

A sobrinha de Neusa, Simone Nery, ficou revoltada com a situação e expôs o caso em sua rede social. Em entrevista ao Regional Press, ela disse que o drama da família começou no dia 8 de junho, quando sua prima foi internada, na UTI, com Covid-19.

Dois dias depois, sua tia Neusa, mãe desta prima, também foi internada na UTI e intubada. No último sábado (20) a prima teve alta, porém o estado de saúde de Neusa havia piorado e alguns órgãos já davam sinais de falência.

Na noite deste domingo, dona Neusa perdeu a luta contra a Covid. A família contratou a funerária, particular, que recomendou que providenciassem a abertura da cova, e assim que estivesse tudo no jeito, seria feito o sepultamento, de forma rápida, e sem velório.

O enterro foi marcado para as 8h30 desta segunda-feira (22) e familiares iriam acompanhar a distância sem abertura do caixão. O enterro atrasou e, após três horas de espera, os familiares viram de longe o enterro do caixão.

No início da tarde, uma pessoa da família foi avisada de que deveria voltar ao cemitério porque houve uma troca, e o corpo sepultado no caixão de sua tia era na realidade de um homem. No início da tarde, a funerária, na companhia de uma filha de dona Neusa, destrocou os caixões.

Um dos proprietários da funerária disse que realmente houve a troca, no momento da retirada na Santa Casa. Havia dois corpos de vítimas da Covid, e cada um seria levado por uma funerária diferente. Mas como os corpos eram de vítimas de coronavírus, estavam embalados, o que impede a identificação visual. Por este motivo, acabou ocorrendo o erro e os funcionários da primeira funerária levaram o corpo errado.

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