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POLÍTICA

Doria chama Carla Zambelli de “Mãe Dináh” por antecipar operações da PF

© Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) por “prever” ações da PF (Polícia Federal). “Zambelli cumpre papel de ‘Mãe Dináh’. Trata a PF como polícia privada. Ela não tem cargo nem mandado na PF, muito menos para ser porta voz ou antecipar atos”, afirmou, em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na tarde desta 4ª feira (10.jun.2020).

“[São Paulo] não precisa de vitrola parlamentar ideológica e nem de uma deputada que prefere engraxar as botas dos militares, principalmente do seu chefe, o presidente da República”, disse Doria. O governador rebateu em entrevista, afirmando que órgãos competentes, como o Ministério Público, têm fiscalizado as ações do Estado.

As declarações foram uma resposta a um tuíte, publicado na manhã desta 4ª (10.jun), da congressista sobre uma possível futura operação da PF no Estado de São Paulo, que teria Doria como alvo. Eis a mensagem:

A deputada, uma aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), já havia citado Doria anteriormente. Criticou medidas de isolamento social no Estado, em entrevista ao UOL, em 14 de abril. “As pessoas vão começar a ter fome e vão invadir supermercado, roubar. É isso o que acontece em grandes crises”, disse.

AS PREVISÕES DA DEPUTADA
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), foi alvo de operação da PF na manhã desta 4ª (10.jun.2020). O político é investigado pela compra de respiradores por R$ 50,4 milhões durante a pandemia. Metade do valor foi pago antecipadamente. A entrega atrasou e os modelos não eram adequados para o tratamento da covid-19. Barbalho afirmou que o valor foi ressarcido.

Em 26 de maio, a deputada deu uma declaração à CNN Brasil que pode ser entendida como uma previsão da operação, citando o governador nominalmente: “Eu me preocuparia com o Estado do Pará, com o governador Barbalho. Não só por superfaturamento, mas porque eu acho que corre no sangue a questão da corrupção. Acho que vem de pai para filho, deve ter algum tipo de hereditariedade”.

Zambelli também foi alvo de críticas por supostamente ter antecipou a operação policial contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), deflagrada em 26 de maio. Ele é investigado por desvios de recursos do combate à covid-19. O ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, havia sido demitido por acusação de fraude na compra de respiradores e atraso na entrega de hospital.

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