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Rio de Janeiro (RJ)

Após fala de Bolsonaro, grupo depreda hospital exigindo checar leitos

Um grupo formado por pelo menos seis pessoas entrou no hospital municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência no tratamento da Covid-19 no Rio, e invadiu alas restritas a médicos e pacientes na tarde desta sexta-feira (12), relata O Globo.

Segundo relatos de profissionais, uma mulher integrante do grupo, muito alterada, teria chutado portas, derrubado computadores e até tentado entrar nos espaços dos leitos de pacientes internados.

Fontes disseram ao jornal carioca que as pessoas seriam parentes de um paciente que morreu por Covid-19 no hospital. Gritavam que tinham o direito de verificar os leitos, para ver se estavam mesmo ocupados, e por vezes também exclamavam: “Mentira! Mentira!”.

Sempre de acordo com testemunhas, uma enfermeira que cuidava de uma paciente idosa precisou usar uma cadeira e forçar a porta para conseguir impedir que uma das pessoas invadisse o quarto. A confusão só terminou quando guardas municipais retiraram o grupo.

Verificação de leitos

Na última quinta-feira (11/06), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recomendou, em transmissão ao vivo no Facebook, que as pessoas invadissem hospitais para verificar se os leitos estavam realmente ocupados.

“Tem um hospital de campanha perto de você, tem um hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tá fazendo isso, mas mais gente tem que fazer, para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não”, incentivou o presidente.

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