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Auxílio Emergencial

Em live, Bolsonaro diz que queixas por demora em pagar R$ 600 é de “Minoria barulhenta”

Em transmissão ao vivo (vídeo logo abaixo) pelas redes sociais, interrompida algumas vezes pela deficiência na internet do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) minimizou as reclamações sobre atrasos no pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, autônomos e vulneráveis atingidos em cheio pelo impacto da pandemia do coronavírus: “É uma minoria barulhenta. Uns realmente têm razão, outros se equivocaram e outros não têm direito”, disse o chefe do Executivo federal.

Bolsonaro estava ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, a quem cabe pagar o benefício. Guimarães fez questão de ressaltar que cerca de 50 milhões de pessoas já receberam a primeira parcela, mas não falou diretamente dos cerca de 14,6 milhões que ainda não foram contemplados.

30 dias sem resposta

“Em análise”, diz o aplicativo do auxílio emergencial de R$ 600 da Caixa Econômica Federal. A mensagem referente à situação do cadastro aparece ininterruptamente desde 7 de abril para cerca de 38 mil brasileiros. O número parece quase inexpressivo, diante dos 50 milhões de benefícios já pagos, mas é ampliado a cada dia: se acrescidos os trabalhadores que fizeram o cadastro nas duas semanas seguintes, até 22 de abril, a cifra dos “sem resposta” salta para 1 milhão de solicitações.

Nesta quinta-feira (07/05), esses 38 mil trabalhadores informais completam um mês sem qualquer resposta do governo federal sobre a conclusão do pagamento do benefício. E, para muitos deles, cada dia a mais sem o benefício é um dia adicional de sofrimento – até para conseguir o que comer.

O número se refere aos brasileiros que fizeram o cadastro no aplicativo entre 7 e 10 do mês passado, ou seja, nos quatro primeiros dias após o lançamento da plataforma pela Caixa Econômica.

Esse grupo de trabalhadores informais não recebeu nem mesmo a informação de que o cadastro estava incompleto, como ocorreu com outras 13,6 milhões de pessoas.

A demora em receber respostas acossa esse grupo, que está sem ganhar a primeira parcela do benefício de R$ 600 em meio ao que pode ser uma das piores crises econômicas da história.

Márcia de Oliveira está entre os 13,6 milhões de pessoas que precisaram refazer o cadastro, agora novamente sendo analisado pela Dataprev, e também não receberam.

Ela fez o primeiro cadastro no dia 7, recebeu a negativa da Caixa dia 23 e logo completou os dados. Desde então, não recebeu mais retorno. E não sabe como vai ser daqui para frente.

Quem foi analisado e teve a avaliação classificada como inconclusiva recebeu a resposta da Caixa Econômica por meio do aplicativo e precisou refazer o cadastro, que voltou a ficar em análise.

Procurada pelo Metrópoles, a Dataprev informou que esse grupo de 1 milhão de pessoas que não receberam nem mesmo a primeira resposta está “em processamento adicional”.

Segundo a estatal, foi preciso fazer o processo extra por causa da “complexidade de cenários e cruzamentos”. “Os técnicos seguem dedicados à conclusão da análise das informações”, completou.

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