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ECONOMIA

‘Construção civil passou a ser um bom investimento na crise’, diz Sinduscon

Apesar da recessão e desemprego decorrentes da pandemia provocada pelo Covid-19, um dos setores que pode se diferenciar em função do retorno do investimento é a construção civil, cujo resultado de pesquisa do Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 3 pontos em maio deste ano e chegou a 68 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Apesar da alta, o índice ainda está 26,2 pontos abaixo de janeiro deste ano (94,2 pontos).

O presidente do Sinduscon Oesp (Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo), Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, explicou que o setor, apesar da recessão, não parou. Com a crise, investidores passaram a ver o setor como uma alternativa de investimento com retorno vantajoso. Segundo ele, hoje a construção pode oferecer retorno mais garantido do que muitos fundos de investimentos. Ele explica que algumas empresas do setor podem ter reduzido o ritmo de trabalho, mas as grandes construtoras não paralisaram as obras.

Momentaneamente o problema do setor é o comercial, ou seja, as vendas deram uma retraída. No entanto, há expectativa de melhora no mercado imobiliário, tanto que pesquisa da FGV já revelou o aumento no índice de confiabilidade no setor, que emprega somente em Araçatuba, cerca de seis mil pessoas.

“Apesar do aumento da Confiança, não é possível afirmar que o pior momento da crise deflagrada pela covid-19 já passou. Os impactos negativos sobre o setor da construção continuam bastante intensos, atingindo os negócios em andamento em todos os segmentos. Em maio 51% das empresas indicaram diminuição da atividade e 63% que o ambiente de negócios está fraco”, afirma a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo.

A alta do Índice de Confiança é decorrente da melhora das expectativas dos empresários para os próximos três e seis meses. O Índice de Expectativas cresceu 9,8 pontos e chegou a 69,7 pontos. Já o Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no presente, recuou 4,1 pontos e atingiu 66,8 pontos, o menor valor desde setembro e outubro de 2017 (66,2 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade do setor caiu 4,1 pontos percentuais, para 61,7%.

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