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Policial penal morre por coronavírus em Dracena

Primeira morte de covid-19 no sistema prisional paulista tinha 64 anos e trabalhava na Penitenciária Adriano Aparecido de Pieri” (Foto: Divulgação/SAP/CC)

Um policial penal da Penitenciária “ASP Adriano Aparecido de Pieri”, de Dracena – a cerca de 150 km de Araçatuba, no interior paulista, morreu vítima de coronavírus na manhã desta sexta-feira (3), aos 64 anos.

Ele estava de férias e, ao retornar depois de uma viagem, passou mal e foi internado em isolamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Dracena. É a primeira vítima fatal da doença no sistema prisional paulista.

O policial penal fez teste particular no Laboratório Hermes Pardini, que resultou em positivo para o covid-19 neste 1º de abril. A contraprova do resultado é aguardada para confirmação pelo Instituto Adolfo Lutz. As informações são da Prefeitura Municipal de Dracena.

O servidor estava entre os cinco servidores penitenciários confirmados com vírus pelo Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo), os demais são da Praia Grande, Americana, Presidente Prudente e um da capital, e seguem afastados. Destes, até o momento só o de Praia Grande está entre os confirmados pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

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“Como o Sifuspesp vem alertando, o coronavírus já chegou ao sistema prisional paulista, mas a SAP não só omite informações, como segue sem garantir que todas as medidas de proteção sejam garantidas. Perdemos um companheiro, mas a vida dele podia ter sido poupada se não houvesse tanta irresponsabilidade. Quantos mais perderão suas vidas até que a SAP e o governo estadual tomem atitude?”, questiona Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, presidente do sindicato.

Ainda segundo o dirigente, “a situação é grave e a morosidade da SAP é imensa. Por isso nosso apelo à categoria: denunciem a falta de equipamentos de proteção, de álcool gel, de profissionais de saúde para triagem dos que adentram a unidade. Conseguimos uma tutela de urgência que obriga a SAP a agir, e temos que ter provas concretas para voltar à Justiça e denunciar esse descaso”, completa Jabá.

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