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Média diária de mortes por Covid-19 no Brasil já é 3 vezes superior à da gripe

A Covid-19, a síndrome respiratória aguda grave causada pelo novo coronavírus, já matou três vezes mais do que a gripe matou por dia, em média, em 2019.

Segundo um levantamento da BBC News Brasil a partir de dados do Ministério da Saúde, no ano passado, o país registrou 1.122 óbitos pelos três tipos de influenza (H1N1, influenza B e H3N2), ou uma média de 3,1 por dia. Neste ano, até o dia 14 de março, foram 29 mortes, ou média de 0,4 por dia.

Em 2019, a influenza A (H1N1) foi responsável pelo maior número de mortos, mais de 700. Já o novo coronavírus matou até esta sexta-feira (3 de abril) 359 pessoas, ou uma média de 9,2 por dia, desde que começou a circular no território nacional, em 25 de fevereiro.

Naquela data, um homem de 61 anos que mora em São Paulo e que esteve na Itália teve diagnóstico positivo para o vírus. Ele não foi internado e se recuperou da doença em casa.

Embora ainda seja cedo para dizer com certeza qual a taxa de mortalidade da Covid-19, estudos preliminares mostram que ela é significativamente maior do que o da gripe comum, que gira em torno de 0,1%, de acordo com o CDC, órgão de prevenção de doenças dos EUA.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, morreram 57 mil pessoas em decorrência do novo coronavírus em todo o mundo, 5,3% dos mais de 1 milhão de casos confirmados.

Já no Brasil, foram 359 mortes entre 9.056 casos confirmados — uma taxa de mortalidade de aproximadamente 4%.

Esse cálculo, porém, tende a superestimar a mortalidade porque não leva em conta o alto número de subnotificações, ou seja, casos muitos leves da doença que não foram detectados pelos sistemas de saúde por meio de testes.

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Além disso, sabe-se que o novo coronavírus é mais contagioso que a gripe comum. Enquanto infectados por influenza podem passar o vírus para, em média, 1,3 pessoas, no caso do novo coronavírus, esse número varia de 2 a 3.

‘Gripezinha’
Os dados voltam a colocar em xeque declarações do presidente Jair Bolsonaro que, em mais de uma ocasião, minimizou os riscos do novo coronavírus e o comparou com uma simples gripe.

“(…) caso fosse contaminado pelo vírus, [eu] não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito acometido de uma gripezinha ou resfriadinho”, disse ele, em pronunciamento na TV no último dia 24 de março.

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