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Guarujá

Morador de rua emociona ao doar cobertores a vítimas da chuva

Sem sequer pedir algo em troca das doações, Francinaldo contou ao comerciante que era egresso do sistema prisional e que estava em busca de uma oportunidade de emprego

Um morador em situação de rua chamou a atenção de comerciantes de Guarujá, no litoral de São Paulo, ao fazer uma doação às vítimas das fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista. Identificado apenas como Francinaldo, o morador entregou dois de três cobertores que recebeu para que fossem levados aos desabrigados.

Ao portal G1, o empresário e advogado Erasmo Fonseca Junior, de 42 anos, conta que o caso aconteceu na noite de quarta-feira (4), em uma padaria que ele possui na Avenida General Rondon, 650, no bairro Astúrias, e que havia sido transformada em um ponto de entrega de doações às vítimas dos deslizamentos.

Segundo Erasmo, o morador chegou enquanto a esposa dele recebia e preparava as doações. Ele chamou a atenção da comerciante e disse que havia ganhado três cobertores, mas que precisava somente de um e gostaria de doar os outros aos desabrigados. “Minha esposa começou a chorar na hora em que ele falou isso”.

Sem sequer pedir algo em troca das doações, Francinaldo contou ao comerciante que era egresso do sistema prisional e que estava em busca de uma oportunidade de emprego. “Ele contou que é azulejista e tem experiência como sushi man, e que quer reconstruir a vida dele”.

“Na hora, eu só consegui orar pela vida dele e agradecer pela doação. Ele entregou tudo o que tinha, humilhou a sociedade inteira. Eu mesmo fiz doações, ajudei a levar comida para os moradores dos morros, mas acabava que era o que sobrava da padaria. O Francinaldo doou tudo o que tinha”, conta o comerciante.

Erasmo aponta que, após a entrega, Francinaldo chegou a receber uma doação de R$ 70 e afirmou que iria recuperar os documentos em um Poupatempo no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. Desde então, o advogado perdeu o contato com o morador.

“Esse caso me emocionou muito e eu compartilhei nas redes sociais, e muitas pessoas me procuraram para ajudar o Francinaldo, mas não o vi mais. Vou tentar encontrar ele. Tudo o que ele queria era uma oportunidade para trabalhar e refazer a vida. O que fazemos é pouco perto do sacrifício dele”, finaliza Erasmo.

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