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JUSTIÇA

Governo não é obrigado a pagar por remédio fora do SUS, decide STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar nesta quarta-feira (11) se medicamentos de alto custo que não estejam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser custeados pelo Estado para famílias que não têm condições de arcar com esse custo.

Mais de 40 mil ações em todo o país aguardam a posição final do Supremo sobre o tema.

Em 2019, o STF definiu que o Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamento experimental ou sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Eles ainda podem ser obtidos em situações excepcionais – por exemplo, se a Anvisa demorar a aprovar o registro (entenda mais abaixo).

Agora, o Supremo vai analisar o fornecimento de remédios que já foram aprovados no Brasil, mas não estão na lista de distribuição do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, essa lista passou de 574 itens em 2010 para 921, atualmente.

O caso, que começou a ser discutido em 2016, tem repercussão geral. Isso significa que a decisão tomada pelos ministros valerá para todos os processos semelhantes que tramitam em outros tribunais.

Três ministros já apresentaram votos divergentes, mas a expectativa é que haja um “voto médio”, à semelhança do que ocorreu no julgamento de medicamentos sem registro da Anvisa.

Alto custo
Como não há uma decisão definitiva sobre o tema, hoje, pacientes que precisam de um medicamento de alto custo fora da lista do SUS precisam acionar a Justiça. A demanda crescente, chamada de “judicialização da saúde”, tem um impacto grande nas contas da União.

Só em 2019, o Ministério da Saúde gastou R$ 1,37 bilhão com aquisição de medicamentos e depósitos judiciais para ressarcimento de pacientes. Em dez anos, entre 2010 e 2019, as demandas custaram R$ 8,16 bilhões aos cofres federais.

Esses valores não incluem medicamentos de alto custo que já são “tabelados” pelo Ministério da Saúde e ofertados em farmácias públicas especializadas a pacientes com receitas do SUS. Nestes casos, não é preciso ir à Justiça.

Em 2017, por exemplo, o governo federal atendeu 2,2 milhões de pessoas com 83 condições clínicas diferentes. A lista, naquele momento, incluía 208 fármacos. Parte era custeada pela União, e parte, pelos governos estaduais, do Distrito Federal e dos municípios. Só o governo federal investiu R$ 6,5 bilhões naquele ano para custear essa lista.

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