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Com paralisação das calçadistas, empresário faz apelo para que empregos sejam mantidos

Com 12 mil colaboradores, fábricas permanecerão fechadas de 31 de março a 13 de abril

Dono da Klin, Carlos Mestriner disse que desemprego traria um caos ainda maior: "O Brasil vai voltar a andar e precisamos pensar nos empregos", disse

As 300 indústrias calçadistas de Birigui começaram a suspender as suas atividades a partir desta sexta-feira (20) e deverão paralisar totalmente o setor produtivo até o dia 31 de março, conforme decreto publicado nesta quinta-feira (19) pela Prefeitura, como medida de conter o avanço da pandemia do Covid-19.

Com cerca de 12 mil colaboradores, o polo calçadista deverá prosseguir a paralisação de suas atividades até o dia 13 de abril, período que pode ser prorrogado conforme as diretrizes das autoridades de saúde e a evolução da pandemia.

O empresário Carlos Mestriner, proprietário da Klin, fabricante de calçados infantis, disse que o momento é delicado e de muita apreensão, mas é preciso ter serenidade para preservar vidas e manter as empresas.

Conforme ele, chegou a se pensar em paralisar as atividades de imediato, mas é necessário pensar na manutenção dos empregos.

Ele chegou a fazer um apelo a seus colegas empresários: “Não é o caminho demitir em massa. Não façam isso, não gerem mais problema à população que já está sofrendo com esta situação de pandemia”, afirmou. “O desemprego seria um caos ainda maior, precisamos lembrar que o Brasil vai voltar a andar e temos que pensar no emprego”, completou.

Ele também lembra que as pessoas que estão sendo liberadas do trabalho devem se recolher em casa, cuidando da própria saúde e da de seus familiares. “É preciso ter muita responsabilidade”, ressaltou.

Mestriner disse ainda que não está claro quanto tempo será preciso para evitar que o vírus chegue à comunidade. “Isso traz sequelas para as empresas, para as pessoas, mas precisamos cuidar de vidas”, destacou. “As entidades estão apreensivas, discutindo hora a hora o problema e todos os cuidados da OMS devem ser seguidos para que a gente supere este desafio”.

Além da unidade de Birigui, o empresário disse que também manterá fechadas as fábricas de Penápolis, Gabriel Monteiro e Três Lagoas (MS).

No período de transição até que suas empresas paralisem totalmente as atividades durante o período previsto no decreto publicado pela Prefeitura de Birigui, Mestriner disse que irá fabricar máscaras para distribuir aos que precisam.

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