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POLÍTICA

Bolsonaro pede para adiar manifestação de domingo

O presidente Jair Bolsonaro participa de videoconferência com escola atendida pelo programa Gesac.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu, em sua transmissão semanal pelo Facebook, que militantes adiem as manifestações que estavam sendo planejadas para o próximo domingo, dia 15 de março. A promoção dos atos pelo chefe do Executivo tem sido fonte de polêmica, já que uma das pautas dos manifestantes são ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O agravamento da pandemia de coronavírus – o próprio presidente é um caso suspeito – foi o motivo alegado por Bolsonaro para sugerir o adiamento. “O movimento não é meu”, avisou; “mas uma das ideias é adiar, [para] daqui um mês, dois meses se faz”, disse ele na live.

Após a sinalização do presidente, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais promotoras dos atos, informou que o “objetivo [da suspensão] é prevenir os brasileiros contra o contágio do novo coronavírus”.

“Gostaríamos muito de ir para as ruas, mas foi concluído que a melhor atitude é mudarmos nossa abordagem. É um momento de incertezas e riscos. Parabenizo o presidente Bolsonaro que, como um verdadeiro estadista preocupado com a saúde da população, tomou a melhor decisão”, afirma Zambelli.

Apesar de o Ministério da Saúde ter estimulado que os brasileiros evitem aglomerações como uma das formas de evitar que o vírus se espalhe, os organizadores dos atos pró-Bolsonaro vinham insistindo na organização dos eventos, que estavam previstos para todas as capitais brasileiras, além de dezenas de cidades do interior.

Com a sinalização do presidente, porém, a expectativa é que a mobilização perca força.

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