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Gigantes da Boemia e banda Cao Laru fazem show no Espaço Cultural Fábrica da Arte

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A banda franco-brasileira Cao Laru é uma das atrações desta sexta-feira em Araçatuba - Foto: Carol Borges


O grupo araçatubense Gigantes da Boemia e a banda franco-brasileira Cao Laru se apresentam nesta sexta-feira (14), respectivamente às 21h30 e às 23h, no Espaço Cultural Fábrica da Arte (Rua Marcos Manfrinati, 2.147, Iporã, em Araçatuba).

Formado em 2012, o Gigantes da Boemia traz em seu repertório clássicos do samba e do chorinho, além de histórias e curiosidades sobre as canções e seus compositores.

No repertório do grupo estão canções como “Odeon” (Ernesto Nazareth), “Tico-tico no fubá” (Zequinha de Abreu) “A Rita” (Chico Buarque) “Foi um rio que passou em minha vida” (Paulinho da Viola), “Regra Três” (Toquinho e Vinicius) e “Não deixe o samba morrer” (Edson Conceição e Aloisio Silva), dentre outras.

O grupo araçatubense Gigantes da Boemia tocam clássicos do samba e do chorinho 

O grupo é formado por Davi Silva (voz e cavaquinho), Alex Dossi (pandeiro) e Marcelo Batistella (flauta transversal). Para o show desta sexta-feira, Emerson Tim estará ao violão.

Após a apresentação do grupo araçatubense, é a vez da banda Cao Laru (pronuncia-se Tchau Larru), subir ao palco para apresentar as músicas de seu segundo álbum, “Fronteiras”, com 13 faixas inéditas.

A banda é formada por músicos do Brasil e da França que se conheceram em 2015, durante o mestrado em Pedagogia Musical, em Rennes, na França. Considerada uma banda viajante formada por quatro brasileiros e uma francesa, o grupo roda o mundo em uma Kombi e motorhome desde 2016.

Os músicos já passaram por mais de 20 países e lançaram um disco, “Kombiphonie” (2018), além de um primeiro EP chamado “Cao Laru”, lançado em 2016. No ano passado, a turnê de “Fronteiras” rendeu mais de 150 shows que passaram por 21 estados brasileiros e 5 países da Europa.

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A banda é formada por Noubar Sarkissan, brasileiro com anos de vivência na França e responsável pelo cavaquinho, violão, acordeom, pandeiro e voz; Nicolle Bello (voz); Manuel Tirso (bateria); Fábio Pádua (flauta, clarinete, violão e bandolim); Pedro Destro (baixo elétrico); Joel Rocha (rabeca, cavaquinho português, guitarra e pife) e Léa-Katharina Duez (voz, flauta e saxofone).

SERVIÇO

Shows com Gigantes da Boemia e a banda Cao Laru

Sexta-feira (14), a partir das 2h130

Espaço Cultural Fábrica da Arte (Rua Marcos Manfrinati, 2.147, Iporã)

Ingressos: R$ 20,00

Pontos de venda: Garage 50 e Restaurante Barracão

Mais informações: (18) 98127-3274 e (18) 99781-3248

 

Banda reflete sobre temas sociais e políticos de países por onde passou

O segundo álbum do grupo Cao Laru, “Fronteiras” reflete sobre as barreiras que nos separam. Já o seu novo single, “Quero falar”, lançado no final de 2019, reflete sobre a questão ambiental do destino do lixo.

O disco, com 13 faixas inéditas, teve também edição especial em vinil. “É um disco que discutimos temas sociais e políticos dos países em que estivemos, e no qual estão impressas nossa solidariedade, resistência e esperança no ser humano, questionando o tempo inteiro o porquê das fronteiras”, conta

As diferenças políticas – e as semelhanças trágicas – aparecem em “Marielle e Santiago Presentes”, que evoca os assassinatos da deputada carioca e do ativista argentino Santiago Maldonado. Já “Passaporte Passarinho” compara os fluxos humanos migratórios da África para a Europa com o movimento de travessia das andorinhas que, anualmente, cruzam o Mediterrâneo livremente.

Musicalmente, “Fronteiras” mostra o grupo experimentando novos territórios. As referências brasileiras e francesas de “Kombiphonie” (chacareca, afoxé, samba, o baião e a valsa francesa), ganham a companhia de ritmos do leste europeu, hip hop e milonga. Estão ali polifonias vocais, combinação entre instrumentos acústicos e elétricos e arranjos que quebram as divisões imaginárias entre gêneros musicais, mas novas texturas.

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Houve também um desafio logístico para a produção do álbum. “Compomos, arranjamos e gravamos tudo enquanto estávamos em turnê no Brasil e na Europa. É um disco produzido na estrada”, conta Noubar.

“Fronteiras” é mesmo um disco-jornada e soa como uma viagem em que cada faixa é uma parada. O último desembarque é em “Saudade ou Gasolina”, composição de Noubar, Laura e Felipe com Luiz Gabriel Lopes, que acompanhou a banda em parte da turnê brasileira, e parece olhar para trás para observar o que foi vivido. “Eu tinha 17 anos / eu resolvi mudar de planos / do medo criei coragem / segui o rumo da viagem”.

Além de Juliana Strassacapa e Luiz Gabriel, o álbum conta com as participações de Luiz Gabriel Lopes, Livia Carolina, Henrique Mancha, Tiago Myazakie Manuel Tirso. O disco foi gravado no segundo semestre de 2018 em Rennes (FRA), São Paulo e Campinas. A produção desta turnê está a cargo da Navegar Comunicação e Cultura em parceria com a banda.

Novo single resume indignação sobre dano ambiental

O novo single, “Quero falar”, é uma composição de Nicolle Bello e resume uma indignação geral sobre o dano ambiental que o ser humano vem gerando, colocando em risco a vida da própria espécie e outros animais e vegetais. A composição é datada de antes dos crimes ambientais da Samarco/Vale e do derramamento de óleo no litoral brasileiro e de antes das grandes queimadas na Amazônia e outros sítios ecológicos ocorridos este ano.

Nicolle nos conta que a letra partiu da reflexão de que “quando a gente vai jogar o lixo ‘fora’, devemos pensar, pois não existe o ‘fora’. A Terra vem sendo (mal)tratada pela humanidade com o abuso extremo da exploração de seus recursos de forma irresponsável e desrespeitosa. Dentro dessa ideia, a questão do lixo/resíduos/poluição é uma das pautas mais emergentes. É um apelo pra que pensemos sobre esses assuntos, tão urgentes”.

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O clipe foi gravado em uma casa de Salvador (BA) repleta de lixo, “que simboliza o nosso planeta, o espaço em que habitamos”, ressalta Júlia Dominguez diretora artística do clipe que contou com dois bailarinos, Ana Brandão e Thiago Cohen.

Segundo Ana Moraes, diretora do vídeo, “eles utilizam máscaras que representam o sufoco que estamos vivendo, a maneira como estamos destruindo o meio ambiente e acabando com o oxigênio do mundo, sendo cada vez mais difícil de respirar. No desenrolar do clipe, os dançarinos vão se sufocando cada vez mais, simbolizando a situação atual do nosso planeta, que vai piorando a cada dia”.

NO MÉXICO

Noubar assina a composição de “Teu Dólar Não Vale Mais”, lançado como single em dezembro e que conta com participação de Juliana Strassacapa, da Francisco El Hombre.

Durante uma turnê pelo México, a banda demorou horas para encontrar uma “praia pública” que não estivesse dominada pelos resorts. Exemplo de como a vivência itinerante está intimamente ligada aos impulsos criativos da banda, a canção desenha um cenário onde um garoto quer apenas nadar, mas não pode. “Como faz pra entrar na praia privada norte-americana? / a grana afana o que é belo e bota na vitrine”, diz a letra.

 

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