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Meio ambiente

Alunos de Etec criam canudos biodegradáveis feitos de abacaxi no interior de SP

Ideia surgiu após estudantes observarem volume de descarte da coroa da fruta em feiras e mercados

Com a proposta de criar um substituto ecológico para o canudo plástico, quatro estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Prefeito Alberto Feres, de Araras, na região de Campinas, iniciaram uma pesquisa para a produção canudos biodegradáveis feitos a partir da coroa do abacaxi. Deu certo.

O resultado foi o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do quarteto: Ana Lígia, Beatriz Juvetta, Lucas de Freitas e Lívia Zoré.

O produto criado pelo grupo conquistou o segundo lugar na categoria Química da Feira Tecnológica Regional das Etecs e Fatecs (Fetec), realizada em novembro de 2019.

Definido o principal insumo do projeto, os estudantes tiveram de enfrentar alguns desafios. Um deles foi retirar a celulose da coroa do abacaxi sem causar impactos ambientais. Dessa extração, normalmente, resulta um material alcalino que não pode ser descartado sem tratamento prévio.

“Basicamente, fizemos o cozimento contínuo da coroa do abacaxi por cerca de uma hora com hidróxido de sódio”, conta Ana Ligia Squisato, uma d as autoras do projeto. “Para neutralizar o resíduo, usamos ácido sulfúrico e descartamos corretamente no laboratório”, diz a aluna.

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Obtida a celulose, era necessário depois moldar e impermeabilizar o material. “É comum as pessoas recorrerem à parafina para tornar o canudo impermeável, mas isso ia contra a ideia de um produto sustentável”, diz Ana Lígia.

Os alunos encontraram, então, uma parafina vegetal, feita de soja, usada por surfistas em suas pranchas.

Perspectivas

De acordo com a orientadora do projeto, Ana Maria do Nascimento Pires, os jovens conseguiram chegar a um canudo que não desmancha, não “cola” na boca e nem perde o diâmetro ao ser usado. Ana Maria vê um mercado promissor para produtos como o que foi desenvolvido na Etec.

“A indústria do papel está em alta porque há muita gente tentando encontrar substitutos para o plástico”, avalia. “Aqui, nós moldamos o canudo com as mãos, mas, industrialmente, seria algo muito simples”, afirma.

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