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EDUCAÇÃO MUNICIPAL

Agentes de Desenvolvimento Infantil de Araçatuba cobram mudanças no plano de carreira e ameaçam parar

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ADIs se reuniram com representantes do Sisema no sábado; uma das reivindicações é a equiparação com o quadro de docentes


As cerca de 70 Agentes de Desenvolvimento Infantil (ADIs) que atuam nas escolas municipais de Araçatuba querem ser equiparadas como docentes e cobram do prefeito Dilador Borges (PSDB) e da vice, Edna Flor (Cidadania) mudanças na lei nº 204, do Plano de Carreira do Magistério, que já foi alvo de debates e discussões com a categoria e o município.

No sábado (8), cerca de 20 ADIs se reuniram com representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba e Região) para discutir o assunto e não descartam uma paralisação caso não tenham as reivindicações atendidas.

As profissionais argumentam que a Prefeitura exige delas formação superior em Pedagogia e realizam atividades pedagógicas com as crianças de quatro meses a dois anos e meio (berçário) e as de três a seis anos (recreação). Elas ainda são responsáveis por dar banho, além de acompanhar o sono e a alimentação.

“Eles exigem de nós postura de professora, mas nos veem como cargo de apoio, quando na verdade fazemos trabalho de docentes. Os outros profissionais que são considerados de apoio têm nível médio e fundamental, mas de nós é exigida a formação em Pedagogia”, argumenta Luana Carla Fernandes Claro, presidente da comissão de ADIs que reivindicam melhorias para a categoria.

Atualmente, as ADIs têm carga horária de 40 horas semanais e salário inicial de R$ 1,5 mil. De outro lado, os agentes escolares, de quem é exigido o nível médio, têm salário de R$ 1.466,00.

A mudança na lei nº 204 prevê redução da carga horária das ADIs para 30 horas semanais e salário de aproximadamente R$ 2.000,00, equiparando-as aos professores da rede pública municipal. Outra reivindicação é a fazer valer a lei do 2/3 com atividades com as crianças e 1/3 referentes a atividades extracurriculares.

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“Hoje, nós fazemos os semanários e relatórios no nosso horário de almoço e não recebemos nada por isso”, afirma Luana. Conforme ela, uma ADI chega a ficar responsável por 25 crianças no berçário.

Ela ressalta que já conversou com o prefeito, com a vice e a secretária de Educação sobre o Plano de Carreira da Educação, mas até agora, não houve mudanças. “Nós vamos fazer manifestos e começar a cobrar, até porque isso foi promessa de campanha da atual administração”, afirma.

Para esta segunda-feira (10), estava prevista uma manifestação durante a segunda sessão ordinária da Câmara Municipal de Araçatuba. Segundo informações dos bastidores, as ADIs foram convencidas a adiar o ato após a promessa de uma reunião, nos próximos dias, com o prefeito Dilador Borges (PSDB), para discutir o assunto.

OUTRO LADO

Veja a nota enviada pela Secretaria Municipal de Educação sobre o caso:

“A Prefeitura Municipal tem mantido permanente diálogo com as ADIs, através de uma comissão a fim de reformular o Plano de Carreira feito em 2009, visando valorizar este segmento profissional.

A distribuição de funcionários por escola nos berçários obedece a proporção mínima de 1 adulto para cada 8 crianças. Em média, cada berçário atende 24 crianças e conta com no mínimo 3 profissionais.

Nos últimos 8 meses foram contratados 109 agentes escolares, que dividem com os ADIs os cuidados para com as crianças, evitando sobrecargas de trabalho.”

 


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