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Safra brasileira cresce mais de 6% e bate recorde em 2019, diz IBGE

Recorde anterior foi em 2017, quando foram produzidas 238,4 milhões de toneladas.

PARANAGUA - 11/07/2008 - SOJA - ECONOMIA OE - ESPECIAL DOMINICAL - Fotos do carregamento de Soja no Porto de Paranagua - PR. A boa safra de soja mantem a balanÍa comercial favorável por causa das exportações. FOTO JONNE RORIZ/AE

A safra agrícola brasileira bateu recorde em 2019 e alcançou 241,5 milhões de toneladas, um crescimento de 6,6% na comparação com 2018, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (8).

Segundo o IBGE, o recorde anterior foi em 2017, quando foram produzidas 238,4 milhões de toneladas.

A estimativa da área colhida para 2019 foi de 63,2 milhões de hectares, apresentando crescimento de 3,7% frente à área colhida em 2018, (+ 2,3 milhões de hectares). O arroz, o milho e a soja representaram 92,8% da estimativa da produção e responderam por 87,0% da área colhida.

Em relação a 2018, houve acréscimo de 7,0% na área do milho, de 2,6% na área da soja e de 41,9% para a área do algodão herbáceo e redução de 9,3% na área de arroz.

Quanto à produção, ocorreram quedas de 3,7% para a soja e de 12,6% para o arroz e acréscimos de 23,6% para o milho e de 39,8% para o algodão herbáceo.

Regionalmente, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição:

-Centro-Oeste, 111,5 milhões de toneladas (46,2%);
-Sul, 77,2 milhões de toneladas (32,0%);
-Sudeste, 23,7 milhões de toneladas (9,8%);
-Nordeste, 19,2 milhões de toneladas (7,9%)
-Norte, 9,8 milhões de toneladas (4,1%).
-Todas as regiões, apresentaram aumento na produção, de acordo com instituto.

Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,0%, seguido pelo Paraná (14,9%), Rio Grande do Sul (14,3%), Goiás (10,0%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 81,1% do total nacional.

O IBGE leva em conta o que foi produzido durante os 12 meses do ano. Diferentemente da Companhia Nacional de Abastecimento, que considera o calendário de safra, que começa em julho e termina junho do ano seguinte.

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