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Ritinha Prates começa atendimento a pessoas com deficiência com terapia inovadora

Matteus Vinicius Coradini Bento, de 16 anos, é o primeiro usuário do Centro Especializado em Reabilitação (CER) Ritinha Prates a utilizar o método Therasuit na entidade. Diagnosticado com paralisia cerebral, ele passou pela primeira sessão do programa de quatro semanas, nas quais será atendido de segunda a sexta-feira, durante três horas por dia.

 Na ação inicial, o fisioterapeuta Fernando Moraes Santos fez uma avaliação da função motora do usuário. “Ao final do tratamento repetiremos esse procedimento, que é muito importante para que possamos mensurar o resultado do método para o Mateus”, explicou Santos. De acordo com o profissional, até 24 usuários podem ser atendidos no CER neste ano por meio do Therasuit, sendo que cada um pode participar de um a dois programas em 2020.

O pai de Mateus, o aposentado Antonio Carlos Bento, está confiante no tratamento. “Por ser um tratamento inovador, intensivo, e aplicado por profissionais que a gente sabe que são bem preparados, as expectativas são as melhores possíveis”, afirmou Bento.

O Therasuit foi adquirido recentemente adquirido pela Ritinha Prates, graças à doação de R$ 116 mil da Embaixada de Taiwan no Brasil, por intermédio da deputada federal Carla Zambelli.

Pessoas com deficiências motoras, para as quais houver a indicação médica para o tratamento, dos 40 municípios da área de abrangência do DRS II (Departamento Regional de Saúde), de Araçatuba (SP), agora terão a oportunidade de passar pelo tratamento, que é disponibilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Segundo a presidente da associação, Vanilda Maria Barbosa (Vanda), o Therasuit beneficiará principalmente crianças e adolescentes PCDs (Pessoas Com Deficiência) de baixa e média renda, que atualmente não têm acesso à terapia, presente na região de Araçatuba apenas em uma clínica particular.

“Esse método é uma conquista muito significativa, pois garante acesso a atendimento especializado prioritário e adequado na rede de saúde pública, além de proporcionar reabilitação mais rápida e eficaz”, comenta Vanda.

O Therasuit

Desenvolvido nos Estados Unidos, o método Therasuit vem se destacando como um recurso na reabilitação de crianças e adultos com desordens neuromotoras como paralisia cerebral, atraso de desenvolvimento motor, traumatismo cranioencefálico, trama raquimedular, acidente vascular encefálico, ataxia e atetose, espasticidade, hipotonia, além de outras desordens ou síndromes.

Consiste em uma estrutura metálica, que parece uma grande gaiola, e materiais que prendem o corpo do usuário ao equipamento, onde o paciente realiza movimentos sob a orientação e acompanhamento de fisioterapeutas. A terapia tem apresentado resultados comprovados internacionalmente e, por isso, tem se tornado uma alternativa de grande relevância no processo de reabilitação de crianças e adolescentes com deficiências.

Uma equipe de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do CER III Ritinha Prates (Centro Especializado em Reabilitação) passará por treinamento para que o método comece a ser utilizado, o que está prevista para ocorrer em janeiro do ano que vem.

Para ter acesso ao tratamento, feito exclusivamente pelo SUS (Sistema Único da Saúde), o usuário deve ter indicação médica, passando por triagem nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O médico fará o encaminhamento direcionando o caso à Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba, e finalmente, serem encaminhados ao CER.

A Ritinha Prates

Sem fins lucrativos, a Associação de Amparo do Excepcional Ritinha Prates existe há 42 anos, e trabalha na área da saúde e inclusão social, por meio do Hospital Neurológico Ritinha Prates, com a prestação de serviços especializados a pessoas com deficiências neurológicas profundas e irreversíveis. Atualmente, atende 60 usuários internos. A entidade também é a mantenedora do Centro Especializado em Reabilitação III – Ritinha Prates (CER III Ritinha Prates), que presta cerca de 500 atendimentos por mês.

Entre os valores da associação, que atende exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), usuários de 40 municípios vinculados ao DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), está o tratamento humanizado, além do respeito a conceitos éticos, morais, ambientais e filantrópicos.

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