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INVESTIGAÇÃO

Polícia prende quinto acusado de participação na morte de advogado em Araçatuba

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Edícula alugada por Laís Lorena, onde o corpo foi encontrado


A Polícia Civil prendeu na noite desta quarta-feira (16) Jonathan de Andrade Nascimento, 21 anos, que confessou participação na morte e esquartejamento do advogado e músico Ronaldo César Capelari, 53 anos, assassinado no início da semana em Araçatuba. Este quinto acusado é namorado de Laís Lorena Crepaldi, 24 anos, locatária da casa onde o corpo foi encontrado por policiais militares na noite de terça-feira (14).

Nascimento, que mora no bairro Umuarama, foi detido no início da noite. Com a prisão dele o caso tem uma reviravolta, porque inicialmente a moradora da casa onde o corpo foi encontrado havia apontado a participação de outros três rapazes e isentado seu namorado do crime. A Polícia Civil continua fazendo diligências e ouvindo os presos, que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça, para confrontar os depoimentos.

Laís Lorena serviu como “isca” para atrair advogado

Nesta quarta-feira a Polícia Civil já estava com quatro presos. Lorena havia dito inicialmente que serviu como isca atraindo o advogado para sua casa na noite de segunda-feira (13), sendo que antes dele chegar, ela teria deixado o imóvel aberto, onde já estavam seus três comparsas. Na primeira versão da acusada, assim que ele chegou e foi entrando no imóvel, foi abordado pelo trio e levado para dentro da residência, sendo que a partir daí não teria visto mais nada e apenas no dia teria ficado sabendo que o advogado havia sido assassinado por que reagiu ao assalto.

Dos três rapazes presos após serem apontados pela moça como participantes do crime, um negou qualquer envolvimento, o outro disse que foi convidado para participar da “fita”, no caso o assalto contra a vítima, e o terceiro acusado ficou calado.

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No entanto, com a prisão do quinto acusado, que é o namorado de Lorena, o caso teve uma reviravolta. O delegado da DIG (Delegacia de Investigações gerais) informou que durante a tarde, conforme o decorrer das diligências, deverá dar uma nova entrevista para passar novas informações sobre o caso.

A reportagem do Regional Press apurou que em novo depoimento Lorena teria assumido participação no crime junto ao namorado. Ele teria sido o responsável pelo esquartejamento da vítima. Diante da nova situação, não está descartada a hipótese de pelo menos dois dos três rapazes detidos inicialmente serem liberados. Uma das versões apuradas pela polícia é de que o advogado foi morto com golpe de martelo na cabeça, além de facadas, quando estava desacordado.

Todos continuam detidos na carceragem da CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Araçatuba. Assim que a polícia concluir as diligências e finalizados os depoimentos, Lorena será encaminhada unidade prisional em Dracena e os homens que ficarem detidos, para Pereira Barreto.

O DESAPARECIMENTO

Capelari saiu de sua casa em um condomínio de alto padrão, localizado próximo ao trevo de acesso ao aeroporto, na noite de segunda-feira, por volta de 19h30, dizendo que iria para uma academia no bairro Ipanema, onde fazia natação. Ele não chegou a entrar no local e a última visualização de mensagem em seu celular foi às 20h14. A família não teve mais contato com ele e na manhã de terça-feira registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento.

Poucos minutos depois um sitiante informou à Polícia Militar que havia uma caminhonete S-10 branca, abandonada em uma estrada de terra nos fundos do bairro Água Branca, na zona rural pertencente ao município de Birigui. Policiais militares fizeram diligências e localizaram o veículo, que era do advogado. No interior havia o chinelo do advogado sujo de sangue e uma pedra de concreto com um fio amarrado ao seu redor.

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ENCONTRO

Durante a tarde a Polícia Militar apurou que a caminhonete, cujas imagens haviam sido divulgadas pela imprensa, havia pernoitado na residência alugada por Laís Lorena Crepaldi, no bairro Água Branca, zona leste de Araçatuba. O veículo estava com uma lateral amassada, e a casa da mulher apresentava parte do muro quebrado, devido à colisão da caminhonete.

A noite a PM chegou a abordar dois rapazes e uma moça, que seriam suspeitos, mas eles foram ouvidos e liberados. O imóvel onde a caminhonete havia pernoitado estava aberto e os policiais entraram, e encontraram no banheiro os três sacos com as partes do corpo do advogado, exceto as mãos. No local foram apreendidas facas e uma serra.


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