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risco de dengue

Mesmo com ações de combate, aumenta número de casas com focos do Aedes em Araçatuba

A Prefeitura de Araçatuba implantou a política de territorialização dos Agentes de Combates a Endemias/Controladores de Vetores no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya, com ações mais efetivas de identificação e remoção de focos criadouros de larvas, mas a constatação do último Liraa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) identificou aumento de imóveis com recipientes que acumulam água parada.

A análise do cenário, segundo levantamento do Centro de Controle de Zoonoses, órgão da Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba (SMSA), mostra que, em comparação ao levantamento anterior, realizado no mês  de outubro do ano passado, houve alta considerável, pois o IP (Índice Predial, que aponta o número de imóveis com ocorrências de criadouros), que estava em 2.4, aumentou em 300%, para 7.1. Este índice

O grande volume de chuvas que caiu em Araçatuba em dezembro, quando foi registrado o total de 274,7 mm em um período de 19 dias, sendo quase o dobro do registrado em dezembro de 2018 (180,8 mm),  aliados com as altas temperaturas médias, que superaram os 30°C durante todo o período, tornaram as condições ideais para a reprodução do Aedes aegypti. Em janeiro de 2019, o índice IP foi de 4.7.

Em todas as regiões do município, houve aumento considerável no Índice IP. As regiões que lideram o ranking são a Extensão Urbana de Engenheiro Taveira (IP: 15.00) e a Área 08 (IP: 11.81) que abrange os bairros: Jardim São Rafael, Jardim Etemp, Jardim Atlântico e Chácaras Arco-Iris. Nestas regiões, as larvas foram encontradas nos bebedouros de animais (cães e gatos), reservatórios de água ao nível do chão (tambores, baldes, tanques) e ralos internos e externos.

É importante salientar a conscientização dos munícipes, pois percebe-se que os criadouros estão dentro das casas, a exemplo da grande ocorrência em ralos, onde os moradores devem sempre observar o acumulo de água e agir de maneira a evitar o mesmo nestes locais, para que não ocorra a proliferação do Aedes aegypti.

Outra característica observada neste levantamento atual foi que, mesmo com o grande aumento de larvas encontradas, as regiões da cidade na qual foram implantadas a política de territorialização dos Agentes de Combates as Endemias/Controlador Vetor (Área da UBS Umuarama – Zona Leste e UBS Maria Teresa – Bairro Nossa Senhora Aparecida e Adjacências) foram as que ficaram respectivamente nas ultimas posições (IP: 5.69 e 5.55); mostrando a efetividade do novo trabalho proposto dentro do nosso município.

O Centro de Controle de Zoonoses irá realizar trabalhos de orientação e eliminação de criadouros (Arrastão) nas áreas de maior concentração larvária, visando o combate ao avanço das arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika Vírus).

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