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RIO DE JANEIRO

Porta dos Fundos: suspeito é investigado por envolvimento com milícia

Suspeito de ser um dos autores do ataque a produtora de vídeos Porta dos Fundos, no Humaitá, na Zona Sul do Rio, o economista e empresário Eduardo Fauzi Richard Cerquise, de 41 anos, também é alvo de uma investigação que apura a atuação de uma milícia na cobrança de estacionamentos rotativos no Centro do Rio. Fauzi, que tem 20 anotações criminais — entre elas por ameaça, lesão corporal, desacato, extorsão e Lei Maria da Penha — é presidente da Associação dos Guardadores Autônomos de Veículos São Miguel.

Segundo denúncias encaminhadas a Polícia Civil, Fauzi exercia ilegalmente a atividade econômica num estacionamento no Centro do Rio, que não teria alvará da prefeitura para funcionamento.

Neste domingo, o Plantão Judiciário autorizou a prisão de Eduardo pelo ataque a produtora de filmes, na madrugada do último dia 24. Fauzi não foi localizado e é considerado foragido.

Desde 2011, a 5ª DP (Mém de Sá) possui um inquérito sobre a suspeita do envolvimento de Fauzi na participação de milicianos no comando de estacionamentos irregulares no Centro do Rio. A investigação apura crimes de formação de quadrilha e ameaças. Há sete anos a delegacia apura o caso e até agora não chegou a uma conclusão.

No documento, de mais de 200 páginas, há relatos de ameaças a guardadores do Centro, tomando vagas à força. Segundo a Polícia Civil, Fauzi e um agente da Polícia Militar faziam parte do grupo. Além de atuar no Centro, o bando — em que Fauzi faria parte — também atuaria na Praça Tiradentes e na Praça Mauá.

Fauzi foi identificado após o cruzamento de informações de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e também pela pesquisa de imagens de mais de 50 câmeras de seguranças dos bairros de Botafogo e Humaitá.

Os investigadores fizeram buscas e apreensões em quatro endereços ligados a Fauzi na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, no Engenho Novo, na Zona Norte, e no Centro do Rio. Em um dos imóveis do empresário a Polícia Civil encontrou R$ 119 mil em dinheiro. Além de três armas falsas, munições, camisa de entidade filosófico-política e quatro computadores.

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