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Interior de SP

Gaeco e PM deflagram operações contra o PCC nas regiões de Araraquara e Bauru

Iniciativas tiveram como alvo líderes do PCC

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco) deflagrou nesta quarta-feira (11), com apoio da Polícia Militar por meio do Comando do Policiamento do Interior 3, as operações Rursus e Tiro-Curto.

Com o objetivo de combater a atuação da organização criminosa PCC, foi dado cumprimento a mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pelas Justiças Criminais em Araraquara, São Carlos, Matão e Pitangueiras (Rursus); além de Bauru e Botucatu (Tiro-Curto).

Foram cumpridos 18 mandados de prisão e 18 de buscas nos municípios citados. Houve prisão de três pessoas em Araraquara, três em Matão, duas em São Carlos, quatro em Bauru, uma em Botucatu e uma em Conchas.

Oito indivíduos já haviam sido presos durante as investigações na região de Bauru. Outros seis continuam foragidos.

Além das pessoas contra as quais havia mandados de prisão expedidos, mais quatro foram detidas em flagrante, sendo três delas por tráfico de drogas (uma em Araraquara, uma em São Carlos e uma em Bauru) e uma por porte de munição e carregador de pistola semi-automática (em Pitangueiras).

Em Araraquara, as operações apreenderam mais de R$ 2.200,00 em dinheiro vivo, 755 gramas de cocaína, uma balança digital e centenas de frascos para embalagem da drogas.

No município de Matão, houve apreensão de mais de R$ 21 mil em dinheiro vivo da facção criminosa, 249 unidades embaladas de cocaína e mais 115 gramas de cocaína, duas balanças digitais e 1.824 frascos para embalagem da substância ilícita.

Já em Pitangueiras as autoridades apreenderam 14 quilos de maconha em barras prensadas, 1.750 unidades embaladas de maconha, 2.550 unidades embaladas de crack; 2.100 unidades embaladas de cocaína; 51 mil frascos para embalagem da droga; duas balanças digitais, cinco munições e um carregador de arma de fogo.

Participaram da operação 14 promotores de Justiça, sete agentes do Ministério Públicos, 82 policiais militares das Forças Táticas empenhando 27 viaturas dos Comandos de Policiamento do Interior 3º-RP e 4º-Bauru, e dos Batalhões de Policiamento Militar do Interior 12º-Botucatu, 13º-Araraquara, 38º-São Carlos e 43º-Sertãozinho.

As investigações conduzidas pelo Gaeco revelaram que entre os denunciados estão líderes regionais da facção criminosa PCC no interior do Estado e do tráfico de drogas nas respectivas cidades.

O MPSP tem 30 dias para encerrar as investigações na região de Araraquara, ouvindo os investigados e examinando os materiais apreendidos (documentos e equipamentos eletrônicos), para apresentar as denúncias perante a Justiça Pública.

Em Bauru, o MPSP já apresentou denúncia contra os 16 investigados por constituírem organização criminosa. Todos têm prisão preventiva decretada.

Os valores em dinheiro serão depositados judicialmente e, caso não demonstrada origem lícita, poderão ser revertidos para utilização no combate ao tráfico e às facções criminosas. As drogas e armas deverão ser destruídas.

Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa (três a oito anos de pena), tráfico de drogas (cinco a 15 anos de pena), associação ao tráfico (três a dez anos de pena) e lavagem de dinheiro (três a dez anos de pena). Somadas, as penas podem superar 20 anos de prisão.

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