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Alagoas

Fábrica volta a produzir único biscoito que menino autista gosta de comer

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A direção de uma fábrica de massas se sensibilizou com o pedido da mãe de um menino autista e voltou a produzir o Treloso, um biscoito amanteigado de chocolate que é a única opção de lanche consumida por Davi, 10 anos.

Além de ser autista, Davi é muito seletivo para comer. Ele normalmente ignora alimentos convencionais e doces. Mas o menino experimentou e gostou do biscoito da Treloso e passou a consumir todo dia nos lanches da tarde e da noite.

Porém, ultimamente, a mãe de Davi, Adriana Paixão, notou que a bolacha havia sofrido mudanças na receita e o filho, que também percebeu, passou a rejeitá-la.

“Compramos o biscoito e a produção estava diferente. O biscoito estava com furinhos. Não seria defeito, era mudança na fabricação mesmo. Fomos em três supermercados e todos estavam assim. Resumindo: Davi estava sem lanche”, contou a mãe.

A dona de casa de Alagoas, que tinha um pequeno estoque do produto, fez um apelo à Vitarella, produtora do biscoito, para voltar à receita antiga.

Ela entrou em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da fábrica, contou o problema e ficou surpresa com a resposta da empresa.

A resposta

A empresa admitiu que houve mudanças no processo produtivo, mas que devido ao contato da dona de casa, retornaria à produção antiga de imediato.

A Vitarella também mandou um kit com vários biscoitos de brinde para Davi.

“Pense numa mamãe feliz. Não foi nem o fato deles (a empresa) terem mandado pra mim uma caixa, foi a importância de mudarem a produção por causa dele (do Davi). Isso foi demais pra mim”, comemorou Adriana.

Ela disse que a mudança é vital para o funcionamento da rotina da família porque o produto traz bem-estar para o menino.

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“Lutamos diariamente para que sejam inseridos outros alimentos na dieta do Davi. Estamos aos poucos conseguindo. Mas, o lanche ainda precisa ser esse. Portanto, quando alguém se importa com uma dor que não é sua, esse alguém faz muita diferença na vida da gente”, concluiu.

Com informações do TNH1 e RPA

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POLÍTICA

Congresso mantém veto a propaganda partidária na TV e no rádio

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional manteve, na noite desta terça-feira (3), o veto presidencial à recriação da propaganda partidária semestral na televisão e no rádio. A votação ocorreu em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

O veto chegou a ser derrubado pelos deputados, mas foi mantido no Senado, por uma margem estreita.

Para ser derrubado, um veto precisa ter maioria absoluta em ambas as Casas – 41 votos no Senado e 257 votos na Câmara. Entre os deputados, foram 277 votos pela derrubada do veto, mas no Senado foram apenas 39, mantendo assim o veto presidencial.

A propaganda partidária na TV e no rádio foi extinta em 2017. Eram propagandas veiculadas semestralmente pelos partidos, fora do período eleitoral. De acordo com parlamentares favoráveis ao veto, a medida custaria R$ 460 milhões por ano aos cofres públicos.

Partidos como o Novo, autor do destaque, Podemos e Rede se posicionaram a favor do veto. Já os partidos maiores, muitos do chamado “centrão”, foram derrotados.

O destaque seguinte propunha a manutenção do veto sobre o uso do fundo eleitoral para pagamento de multas eleitorais. Além disso, o destaque, apresentado pela Rede, também defendia a manutenção de outro veto presidencial – o que impedia mudanças nas condições de inelegibilidade, no contexto da Lei da Ficha Limpa.

Vários partidos então – como PT, PL, PSD, Republicanos, PSDB, PSB, PDT, DEM, Solidariedade e PCdoB – obstruíram a votação, obrigando o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, a encerrar a sessão.

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POLÍTICA

Aliança com o Bolsonaro e dente de R$ 157 mil podem gerar expulsão de Feliciano do Podemos

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Um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Marco Feliciano (SP) corre o risco de ser expulso do Podemos.

O partido deve concluir até o fim do mês um processo contra o parlamentar. Um dos casos em análise pelo conselho de ética da legenda é o gasto de R$ 157 mil com um tratamento odontológico reembolsado pela Câmara, revelado pelo jornal O Estado de SP em agosto.

Na época, o parlamentar argumentou que precisava corrigir um problema de articulação na mandíbula e reconstruir o sorriso com coroas e implantes na boca.

Durante a campanha, Feliciano declarou apoio a Bolsonaro, apesar de o partido ter um candidato próprio: o senador Alvaro Dias.

A possível saída forçada de Feliciano ocorre dentro da estratégia do Podemos de se afastar do “bolsonarismo” e se firmar como a sigla da Lava Jato.

O partido tem atraído parlamentares da centro-direita descontentes com o governo e, só no Senado, passou de cinco para dez parlamentares nos últimos meses – a segunda maior bancada. Como mostrou o Estado, o crescimento tem incomodado aliados do presidente.

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