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Cientistas descobrem novo tipo da infecção “devoradora de pele”

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Após estudarem uma infecção bacteriana que estava a corroer os tecidos de um paciente, médicos das Universidades de Maryland e do Texas, nos Estados Unidos, descobriram um agravante de uma doença já conhecida. Um artigo sobre o caso foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A fasceíte necrosante, como é chamada, é uma condição que há muito é conhecida pela comunidade médica e ocorre por conta de uma infecção severa provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Este microrganismo é comum no sistema digestivo, mas, quando entra em contacto com outras áreas do corpo, devora a pele, os órgãos e o que mais estiver à sua frente, com o intuito de se instalar na corrente sanguínea.

Entretanto, os testes indicaram que a infecção havia sido causada por um outro microrganismo, denominado Aeromonas hydrophila. O quadro clínico evoluiu rapidamente, espalhando-se pelo baço e pelo fígado e tornando-se uma ameaça à vida do paciente.

Tal intrigou os médicos, que decidiram avaliar a composição genética dos microrganismos que atingiam o doente e surpresa! Como relataram num comunicado à imprensa, explicam que a infecção não se deu por uma, mas duas cepas diferentes de bactérias do género Aeromonas, denominadas de NF1 e NF2.

Normalmente, a cepa NF1 permanece localizada e não atinge a corrente sanguínea ou os órgãos, sendo eliminada pelo sistema imunológico do hospedeiro. Já a NF2 produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que o microrganismo se espalhe pelo corpo da vítima.

O problema, entretanto, ocorreu porque as duas espécies agiram ao mesmo tempo. “Uma das linhagens [NF2] produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que a outra linhagem [NF1] migre para o sistema sanguíneo e infecte os órgãos”, explicou Rita Colwell, cientista responsável pelo caso.

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Além disso, a equipa de médicos apurou que a NF2 permanece localizada e não se espalha pelo corpo, pois, quando entra em contacto com NF1, acaba por morrer. “Agora, temos a capacidade (…) de determinar os agentes infecciosos individuais envolvidos em infecções polimicrobianas”, disse Colwell.

A especialista espera que isso ajude os investigadores a desenvolverem métodos mais poderosos de combate a esses organismos, salvando mais vidas. “Quando tratamos com um determinado antibiótico, estamos a eliminar um organismo do corpo”, explicou a especialista. “Mas se houver outro organismo que esteja a participar na infecção e que também seja patogénico, qualquer tratamento com antibióticos que não atinja essa outra espécie pode estar a abrir caminho para que esta se desenvolva”.

Após o diagnóstico ter sido realizado, o paciente pôde ser tratado pelos médicos e teve de ser operado. Embora lhe tenham sido amputadas ambas as pernas e ambos os braços, conseguiu sobreviver.

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DELÍCIA

Veja dicas para fazer um bolo fofinho e gostoso

Nada de bolo "massudo" por aqui! Confira essas dicas para fazer um bolo bem aerado e que desmancha na boca

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Tem coisa mais gostosa do que preparar (e, claro, comer) um bolo caseiro em família? O melhor dessa sobremesa é que, por ser simples, as crianças podem ajudar no passo a passo, tornando o momento ainda mais especial.

Mas sabia que, apesar de toda a simplicidade no preparo, algumas dicas são determinantes para deixar o bolo caseiro fofinho e saboroso?

Antes de colocar a mão na massa, veja as dicas a seguir que farão toda a diferença na hora de preparar a receita:

Preaqueça adequadamente

Se a receita pede que você preaqueça o forno, faça isso. Essa etapa é importante para que a temperatura esteja ideal quando você colocar o bolo para assar e, com isso, cozinhá-lo igualmente, por inteiro.

Mais uma dica é a seguinte: enquanto o forno preaquece, coloque uma vasilha com água (que possa ir ao forno, claro) dentro dele, o que irá evitar que a massa resseque.

Use as medidas corretas

Incluir na massa as quantidades exatas de cada ingrediente é outro cuidado fundamental para deixar o bolo ainda melhor. Quem tiver medidor para usar, ótimo! Mas, é claro, você também pode se basear no método tradicional, que mede com xícaras e colheres.

Confira mais dicas no blog Mil Dicas de Mãe.

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BOA NOTÍCIA

Saiba para quais doenças já existem remédios à base de canabidiol

Decisão da Anvisa de liberar a produção e a comercialização desses medicamentos foi elogiada por neurologistas

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A decisão da Anvisa de liberar a produção e a comercialização de remédios à base de canabidiol foi elogiada por neurologistas, médicos da principal especialidade em que o princípio ativo é utilizado para tratar doenças.

Para os especialistas, a medida facilita o acesso e pode reduzir os custos para os pacientes. “Hoje, o processo de importação é demorado. A Anvisa demora de 45 a 60 dias para liberar a autorização. Com a nova regulamentação, o processo será muito mais ágil”, afirmou Saulo Nardy Nader, neurologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Para Sonia Brucki, integrante da Academia Brasileira de Neurologia, a permissão para que parte da produção ocorra em território nacional deverá baratear o produto. “Ainda é um medicamento muito caro para o paciente. A tendência é que fique mais acessível”, destacou.

Os especialistas acreditam ainda que a nova regulamentação pode fomentar mais pesquisas científicas sobre os efeitos do composto no tratamento de doenças.

Doenças controladas com medicamentos à base de maconha
Produtos à base de maconha têm sido usados mais frequentemente no tratamento de doenças e síndromes neurológicas graves, para as quais os tratamentos existentes nem sempre apresentam bons resultados como, por exemplo, epilepsias de difícil controle.

Estudos científicos têm apontado efeitos positivos para tratar as seguintes doenças:

  • Autismo;
  • Dor crônica;
  • Epilepsia Refratária – Tipo de epilepsia em que as crises convulsivas são de difícil controle;
  • Síndrome de Dravet – Problema genético que causa numerosas crises convulsivas;
  • Doença de Huntington – Síndrome que compromete funções motoras e cognitivas;
  • Síndrome de Tourette – Distúrbio caracterizado por movimentos repetitivos incontroláveis;
  • Doença de Crohn – Inflamação crônica do intestino;
  • Esclerose Múltipla;
  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – Doenças neurodegenerativas.
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General

Assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas disse que “é favorável” ao aval dado ao canabidiol, mas contrário à liberação do plantio. “A fiscalização seria difícil.” Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 2016, ele já teve recomendação de uso do canabidiol – mas não usa o produto.

Nesta quarta-feira (04/11/2019), o ex-comandante do Exército inaugura, em Brasília, o Instituto General Villas Bôas, que terá entre seus objetivos ajudar as pessoas com algum tipo de limitação a conviver com as doenças. (Com informações da Agência Estado)

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