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televisão

Record é punida após divulgar dados sigilosos da Globo

As afiliadas da RecordTV decidiram debochar do 'Se Joga' da Globo

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Nas últimas semanas a Globo decidiu investir pesado para barrar o crescimento da RecordTV que vem liderando a audiência da faixa vespertina com o ‘Hora da Venenosa’.

A emissora carioca lançou o ‘Se Joga’ para enfrentar a concorrente, acabou patinando no Ibope e foi ironizada pelo canal dos bispos.

Segundo informações do ‘Notícias da TV’, a RecordTV decidiu produzir algumas peças publicitárias debochando da atração da Globo e as afiliadas de Campinas e Brasília comemoram a vitória contra a concorrente.

O problema é que ao descobrir o que estava sendo produzido pela RecordTV, a emissora carioca entrou em contato com o Kantar Ibope Mídia e exigiu uma punição pela divulgação dos dados sigilosos.

De acordo com as regras do Ibope, as emissoras são proibidas de usar os dados enviados diariamente em peças publicitárias. Acatando o pedido, o instituto pediu que o material fosse retirado de todas as plataformas.

O contrato com o Ibope é muito rígido e o descumprimento de qualquer cláusula – como feito pela RecordTV – é passível de multa.

 

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EUA

Cientistas descobrem novo tipo da infecção “devoradora de pele”

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Imagem ilustrativa

Após estudarem uma infecção bacteriana que estava a corroer os tecidos de um paciente, médicos das Universidades de Maryland e do Texas, nos Estados Unidos, descobriram um agravante de uma doença já conhecida. Um artigo sobre o caso foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A fasceíte necrosante, como é chamada, é uma condição que há muito é conhecida pela comunidade médica e ocorre por conta de uma infecção severa provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Este microrganismo é comum no sistema digestivo, mas, quando entra em contacto com outras áreas do corpo, devora a pele, os órgãos e o que mais estiver à sua frente, com o intuito de se instalar na corrente sanguínea.

Entretanto, os testes indicaram que a infecção havia sido causada por um outro microrganismo, denominado Aeromonas hydrophila. O quadro clínico evoluiu rapidamente, espalhando-se pelo baço e pelo fígado e tornando-se uma ameaça à vida do paciente.

Tal intrigou os médicos, que decidiram avaliar a composição genética dos microrganismos que atingiam o doente e surpresa! Como relataram num comunicado à imprensa, explicam que a infecção não se deu por uma, mas duas cepas diferentes de bactérias do género Aeromonas, denominadas de NF1 e NF2.

Normalmente, a cepa NF1 permanece localizada e não atinge a corrente sanguínea ou os órgãos, sendo eliminada pelo sistema imunológico do hospedeiro. Já a NF2 produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que o microrganismo se espalhe pelo corpo da vítima.

O problema, entretanto, ocorreu porque as duas espécies agiram ao mesmo tempo. “Uma das linhagens [NF2] produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que a outra linhagem [NF1] migre para o sistema sanguíneo e infecte os órgãos”, explicou Rita Colwell, cientista responsável pelo caso.

Além disso, a equipa de médicos apurou que a NF2 permanece localizada e não se espalha pelo corpo, pois, quando entra em contacto com NF1, acaba por morrer. “Agora, temos a capacidade (…) de determinar os agentes infecciosos individuais envolvidos em infecções polimicrobianas”, disse Colwell.

A especialista espera que isso ajude os investigadores a desenvolverem métodos mais poderosos de combate a esses organismos, salvando mais vidas. “Quando tratamos com um determinado antibiótico, estamos a eliminar um organismo do corpo”, explicou a especialista. “Mas se houver outro organismo que esteja a participar na infecção e que também seja patogénico, qualquer tratamento com antibióticos que não atinja essa outra espécie pode estar a abrir caminho para que esta se desenvolva”.

Após o diagnóstico ter sido realizado, o paciente pôde ser tratado pelos médicos e teve de ser operado. Embora lhe tenham sido amputadas ambas as pernas e ambos os braços, conseguiu sobreviver.

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CIÊNCIA

Os gatos ficam “chapados” com a famosa “erva do gato”?

A famosa “erva do gato” deixa os bichanos meio estranhos, como se estivessem drogados. Entenda o que realmente acontece no cérebro deles

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Se você é pai ou mãe de gato, provavelmente já se deparou com uma ervinha interessante nas prateleiras de pet shops. Em inglês ela é conhecida como catnip, mas por aqui se chama erva do gato. Os donos colocam essa planta na ração ou em brinquedos para acalmar os pets.

O interessante é o efeito que a erva tem nos bichos, que lembra a maconha ou outras drogas em humanos. Ela deixa os gatos saltitantes, brincalhões, mais ativos e bem engraçados. Depois que o efeito passa, eles normalmente relaxam e dormem.

Mas a erva do gato não tem nada a ver com maconha. Ela é uma planta chamada Nepeta cataria, que faz parte da mesma família do orégano e do manjericão. A erva libera nepetelactona, o composto responsável por atiçar os gatos quando eles cheiram a planta.

A molécula entra em contato com com receptores nos focinhos dos gatos, que por sua vez mandam uma mensagem para o cérebro. Dentre outras áreas, a nepetelactona altera principalmente o hipotálamo, responsável por regular as emoções do bicho. Isso gera as alterações de comportamento que os donos podem observar.

Mas o que acontece dentro do cérebro? Os cientistas não conseguem afirmar se o mecanismo é o mesmo das drogas em humanos, mas existem algumas pistas. Alguns estudos sugerem que a molécula atua nos receptores opióides, os mesmos que incorporam substâncias derivadas do ópio. Elas são usadas para diminuir a dor, mas também podem gerar euforia quando ingeridas em grandes quantidades.

A naloxona é um composto capaz de bloquear esses receptores. “Quando os gatos inalam a erva e em seguida recebem naloxona, eles param de se comportar de maneira eufórica, o que indica que o efeito pode estar nos receptores opióides” diz o pesquisador Bruce Kornreich, da Universidade Cornell, em entrevista ao LiveScience.

A maioria dos gatos é suscetível aos efeitos da erva. Estima-se que de 70% a 80% deles apresentem comportamentos bizarros depois de cheirar. E eles não são os únicos. Outros felinos, como leopardos e leões, também se sentem tentados pelo cheiro. A erva é usada como isca por caçadores para atrair os animais.

Apesar de a erva ter efeito parecido ao de uma droga, não há nada que mostre que ela faça mal para a saúde do gato se utilizada com moderação. A erva também não vicia e nem cria tolerância — ou seja, não há perigo de o seu gato assaltar sua carteira para comprar cada vez mais erva.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998