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Estado de SP

Prevenção e conscientização são aliados na luta contra o câncer de mama

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Neste mês de Outubro, o Governo do Estado de São Paulo amplia suas ações para alertar as mulheres para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Durante o Outubro Rosa, como é chamada a campanha mundial de conscientização, diversas unidades da Secretaria da Saúde montaram uma programação especial sobre o tema em todo o Estado.

O médico chefe do Serviço de Mastologia do Instituto do Câncer de São Paulo, José Roberto Filassi, afirma que o diagnóstico precoce favorece o tratamento, possibilitando métodos menos invasivos. “O câncer de mama é a multiplicação incontrolável de células anormais, podendo ter origem por alterações genéticas (adquiridas ou hereditárias) e boa parte dos diagnósticos tem evolução favorável se tratados em tempo adequado”, diz Filassi.

Mas mesmo quem não tem histórico familiar deve ficar atenta. A apresentadora de TV Sabrina Parlatore, por exemplo, não tinha casos da doença na família e aos 40 anos foi diagnosticada com câncer de mama, em 2015. Ela notou um nódulo e fez exames de rotina.

Confirmado o diagnóstico, Sabrina foi submetida a uma cirurgia para a retirada do tumor (quadrantectomia – procedimento que retira o tumor e um pouco da mama em volta dele), além de 16 sessões de quimioterapia e 33 sessões de radioterapia.

“São 60 mil novos casos de câncer de mama todos os anos no Brasil. Então é muito importante que a mulher esteja atenta. Muitas me procuram já diagnosticadas e o legal é que elas vêem em mim uma esperança, porque elas me vendo hoje tendo superado a doença, tendo superado o tratamento e estando super bem, isso é uma força muito grande para quem ainda vai enfrentar o tratamento”, conta a apresentadora.

Sabrina alerta também para a importância da prevenção. “É fundamental que a mulher faça seus exames de rotina. Tem sempre um exame adequado à faixa etária. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda fazer a mamografia a partir dos 40 anos. E antes disso o ultrassom de mama também é muito recomendável porque é a melhor forma de prevenção”, lembra Sabrina.

“Importante é não ficar se lamentando porque isso pode acontecer com qualquer pessoa. Focar na solução, visualizar o final do tratamento, você já bem, curada, porque o pensamento positivo num momento desse ajuda muito”, reforça a apresentadora.

Ações do Outubro Rosa

A rede estadual de Saúde conta com importantes hospitais considerados referência no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, como o Pérola Byington e o Instituto do Câncer de São Paulo. No mês de outubro, eles estão oferecendo programações especiais de conscientização e prevenção da doença.

“As ações em celebração ao ‘Outubro Rosa’, tem como objetivo, principalmente, chamar a atenção sobre a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama”, afirma o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

No Pérola Byington, até 31 de outubro, haverá oficina de maquiagem e beleza, distribuição de kits de beleza, lenços e brindes. Durante o mês de conscientização, a Clínica Physioway e a estética Onodera destinarão parte da verba arrecadada em atendimentos de fisioterapia na saúde da mulher e massagens onopower ao Centro de Estudos e Pesquisa do Pérola.

Há também ações, como oferta ampliada de exames e palestras, em unidades de saúde da Grande São Paulo e do interior. Para saber mais sobre essas e outras ações pelo Outubro Rosa, acesse a página especial da Secretaria da Saúde.

Carreta “Mulheres de Peito”

Durante todo o ano, a Secretaria da Saúde oferece exames em regiões diversas do Estado por meio das carretas do Programa “Mulheres de Peito”, serviço-móvel que oferece mamografias gratuitas, sem necessidade de pedido médico, para mulheres entre 50 e 69 anos de idade. Neste momento, há carretas em São José dos Campos, Presidente Prudente, Bauru e Cotia.

As imagens captadas pelos mamógrafos são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (Sedi), serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital paulista. Desde 2014, já foram realizadas 212 mil exames de mamografia.

“O exame salva vidas. A mamografia faz uma detecção precoce, o que não impede que o câncer apareça, mas a descoberta num estágio inicial impede que ele evolua”, explica a supervisora do Mulheres de Peito, Fabiana Angélica de Oliveira.

O programa também tem o telefone 0800 779 0000 para o agendamento de exames de mamografias. Nesse caso, o exame é feito num dos mais de 200 serviços de mamografia fixos, como AMEs, hospitais e clínicas.

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Fonte:
Agência SP Notícias
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EUA

Cientistas descobrem novo tipo da infecção “devoradora de pele”

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Imagem ilustrativa

Após estudarem uma infecção bacteriana que estava a corroer os tecidos de um paciente, médicos das Universidades de Maryland e do Texas, nos Estados Unidos, descobriram um agravante de uma doença já conhecida. Um artigo sobre o caso foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A fasceíte necrosante, como é chamada, é uma condição que há muito é conhecida pela comunidade médica e ocorre por conta de uma infecção severa provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Este microrganismo é comum no sistema digestivo, mas, quando entra em contacto com outras áreas do corpo, devora a pele, os órgãos e o que mais estiver à sua frente, com o intuito de se instalar na corrente sanguínea.

Entretanto, os testes indicaram que a infecção havia sido causada por um outro microrganismo, denominado Aeromonas hydrophila. O quadro clínico evoluiu rapidamente, espalhando-se pelo baço e pelo fígado e tornando-se uma ameaça à vida do paciente.

Tal intrigou os médicos, que decidiram avaliar a composição genética dos microrganismos que atingiam o doente e surpresa! Como relataram num comunicado à imprensa, explicam que a infecção não se deu por uma, mas duas cepas diferentes de bactérias do género Aeromonas, denominadas de NF1 e NF2.

Normalmente, a cepa NF1 permanece localizada e não atinge a corrente sanguínea ou os órgãos, sendo eliminada pelo sistema imunológico do hospedeiro. Já a NF2 produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que o microrganismo se espalhe pelo corpo da vítima.

O problema, entretanto, ocorreu porque as duas espécies agiram ao mesmo tempo. “Uma das linhagens [NF2] produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que a outra linhagem [NF1] migre para o sistema sanguíneo e infecte os órgãos”, explicou Rita Colwell, cientista responsável pelo caso.

Além disso, a equipa de médicos apurou que a NF2 permanece localizada e não se espalha pelo corpo, pois, quando entra em contacto com NF1, acaba por morrer. “Agora, temos a capacidade (…) de determinar os agentes infecciosos individuais envolvidos em infecções polimicrobianas”, disse Colwell.

A especialista espera que isso ajude os investigadores a desenvolverem métodos mais poderosos de combate a esses organismos, salvando mais vidas. “Quando tratamos com um determinado antibiótico, estamos a eliminar um organismo do corpo”, explicou a especialista. “Mas se houver outro organismo que esteja a participar na infecção e que também seja patogénico, qualquer tratamento com antibióticos que não atinja essa outra espécie pode estar a abrir caminho para que esta se desenvolva”.

Após o diagnóstico ter sido realizado, o paciente pôde ser tratado pelos médicos e teve de ser operado. Embora lhe tenham sido amputadas ambas as pernas e ambos os braços, conseguiu sobreviver.

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CIÊNCIA

Os gatos ficam “chapados” com a famosa “erva do gato”?

A famosa “erva do gato” deixa os bichanos meio estranhos, como se estivessem drogados. Entenda o que realmente acontece no cérebro deles

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Se você é pai ou mãe de gato, provavelmente já se deparou com uma ervinha interessante nas prateleiras de pet shops. Em inglês ela é conhecida como catnip, mas por aqui se chama erva do gato. Os donos colocam essa planta na ração ou em brinquedos para acalmar os pets.

O interessante é o efeito que a erva tem nos bichos, que lembra a maconha ou outras drogas em humanos. Ela deixa os gatos saltitantes, brincalhões, mais ativos e bem engraçados. Depois que o efeito passa, eles normalmente relaxam e dormem.

Mas a erva do gato não tem nada a ver com maconha. Ela é uma planta chamada Nepeta cataria, que faz parte da mesma família do orégano e do manjericão. A erva libera nepetelactona, o composto responsável por atiçar os gatos quando eles cheiram a planta.

A molécula entra em contato com com receptores nos focinhos dos gatos, que por sua vez mandam uma mensagem para o cérebro. Dentre outras áreas, a nepetelactona altera principalmente o hipotálamo, responsável por regular as emoções do bicho. Isso gera as alterações de comportamento que os donos podem observar.

Mas o que acontece dentro do cérebro? Os cientistas não conseguem afirmar se o mecanismo é o mesmo das drogas em humanos, mas existem algumas pistas. Alguns estudos sugerem que a molécula atua nos receptores opióides, os mesmos que incorporam substâncias derivadas do ópio. Elas são usadas para diminuir a dor, mas também podem gerar euforia quando ingeridas em grandes quantidades.

A naloxona é um composto capaz de bloquear esses receptores. “Quando os gatos inalam a erva e em seguida recebem naloxona, eles param de se comportar de maneira eufórica, o que indica que o efeito pode estar nos receptores opióides” diz o pesquisador Bruce Kornreich, da Universidade Cornell, em entrevista ao LiveScience.

A maioria dos gatos é suscetível aos efeitos da erva. Estima-se que de 70% a 80% deles apresentem comportamentos bizarros depois de cheirar. E eles não são os únicos. Outros felinos, como leopardos e leões, também se sentem tentados pelo cheiro. A erva é usada como isca por caçadores para atrair os animais.

Apesar de a erva ter efeito parecido ao de uma droga, não há nada que mostre que ela faça mal para a saúde do gato se utilizada com moderação. A erva também não vicia e nem cria tolerância — ou seja, não há perigo de o seu gato assaltar sua carteira para comprar cada vez mais erva.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998