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Minas Gerais

Filho do goleiro Bruno quer mudar o nome e admite ter medo do pai

Em entrevista ao portal UOL, a avó conta como "Bruninho" reagiu à saída do jogador da cadeia e que gostaria de ser chamado de Gabriel

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Bruno Samudio Souza “comemora” neste sábado (12/10/2019) seu nono Dia das Crianças. Aos 9 anos, ele carrega consigo o peso de ter perdido a mãe logo no início da infância e conserva até hoje o medo do pai, condenado pela Justiça há 20 anos e 9 meses pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, em 2010. Em entrevista ao portal UOL publicada deste sábado, a avó Sônia de Fátima, 53 anos, revela que Bruninho não reconhece o goleiro Bruno como pai e pretende mudar de nome.

“Na verdade, ele me diz o tempo todo que queria se chamar Gabriel, que queria mudar de nome. Eu não vou fazer isso, de jeito nenhum. Se o Bruninho, quando for adulto, quiser fazer isso, vou respeitar. Mas não vou interferir no nome que minha filha escolheu”, revela a avó.

Em julho deste ano, Bruno Fernandes deixou o presídio de Varginha (MG) após conseguir a progressão para o regime semiaberto. De acordo com a avó Sônia, a reação de Bruninho foi a pior possível. “Que merda”, teria dito o garoto. Ao ser questionado pela avó o porquê do palavrão, Bruninho admitiu: “Estou com medo”.

Bruninho soube da soltura do pai enquanto assistia televisão. Ainda de acordo com o portal UOL, o menino de 9 anos diz não reconhecer o goleiro como pai. “Ele é só meu genitor”, afirma. Segundo ele, também não há motivos para ter raiva ou rancor. “Como vou ter ódio de alguém que não conheço?”.

No início deste mês de outubro, Bruno foi liberado pela Justiça para voltar a jogar futebol. Contratado pelo Poços de Caldas, time da 3ª divisão de Minas Gerais, o goleiro fez sua estreia num amistoso com o Independente de Juruaia no sábado passado (05/10/2019), no Estádio Benedito Bandola de Oliveira, o Bandolão, em Poços de Caldas, sul de Minas.

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EUA

Cientistas descobrem novo tipo da infecção “devoradora de pele”

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Imagem ilustrativa

Após estudarem uma infecção bacteriana que estava a corroer os tecidos de um paciente, médicos das Universidades de Maryland e do Texas, nos Estados Unidos, descobriram um agravante de uma doença já conhecida. Um artigo sobre o caso foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A fasceíte necrosante, como é chamada, é uma condição que há muito é conhecida pela comunidade médica e ocorre por conta de uma infecção severa provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Este microrganismo é comum no sistema digestivo, mas, quando entra em contacto com outras áreas do corpo, devora a pele, os órgãos e o que mais estiver à sua frente, com o intuito de se instalar na corrente sanguínea.

Entretanto, os testes indicaram que a infecção havia sido causada por um outro microrganismo, denominado Aeromonas hydrophila. O quadro clínico evoluiu rapidamente, espalhando-se pelo baço e pelo fígado e tornando-se uma ameaça à vida do paciente.

Tal intrigou os médicos, que decidiram avaliar a composição genética dos microrganismos que atingiam o doente e surpresa! Como relataram num comunicado à imprensa, explicam que a infecção não se deu por uma, mas duas cepas diferentes de bactérias do género Aeromonas, denominadas de NF1 e NF2.

Normalmente, a cepa NF1 permanece localizada e não atinge a corrente sanguínea ou os órgãos, sendo eliminada pelo sistema imunológico do hospedeiro. Já a NF2 produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que o microrganismo se espalhe pelo corpo da vítima.

O problema, entretanto, ocorreu porque as duas espécies agiram ao mesmo tempo. “Uma das linhagens [NF2] produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que a outra linhagem [NF1] migre para o sistema sanguíneo e infecte os órgãos”, explicou Rita Colwell, cientista responsável pelo caso.

Além disso, a equipa de médicos apurou que a NF2 permanece localizada e não se espalha pelo corpo, pois, quando entra em contacto com NF1, acaba por morrer. “Agora, temos a capacidade (…) de determinar os agentes infecciosos individuais envolvidos em infecções polimicrobianas”, disse Colwell.

A especialista espera que isso ajude os investigadores a desenvolverem métodos mais poderosos de combate a esses organismos, salvando mais vidas. “Quando tratamos com um determinado antibiótico, estamos a eliminar um organismo do corpo”, explicou a especialista. “Mas se houver outro organismo que esteja a participar na infecção e que também seja patogénico, qualquer tratamento com antibióticos que não atinja essa outra espécie pode estar a abrir caminho para que esta se desenvolva”.

Após o diagnóstico ter sido realizado, o paciente pôde ser tratado pelos médicos e teve de ser operado. Embora lhe tenham sido amputadas ambas as pernas e ambos os braços, conseguiu sobreviver.

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CIÊNCIA

Os gatos ficam “chapados” com a famosa “erva do gato”?

A famosa “erva do gato” deixa os bichanos meio estranhos, como se estivessem drogados. Entenda o que realmente acontece no cérebro deles

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Se você é pai ou mãe de gato, provavelmente já se deparou com uma ervinha interessante nas prateleiras de pet shops. Em inglês ela é conhecida como catnip, mas por aqui se chama erva do gato. Os donos colocam essa planta na ração ou em brinquedos para acalmar os pets.

O interessante é o efeito que a erva tem nos bichos, que lembra a maconha ou outras drogas em humanos. Ela deixa os gatos saltitantes, brincalhões, mais ativos e bem engraçados. Depois que o efeito passa, eles normalmente relaxam e dormem.

Mas a erva do gato não tem nada a ver com maconha. Ela é uma planta chamada Nepeta cataria, que faz parte da mesma família do orégano e do manjericão. A erva libera nepetelactona, o composto responsável por atiçar os gatos quando eles cheiram a planta.

A molécula entra em contato com com receptores nos focinhos dos gatos, que por sua vez mandam uma mensagem para o cérebro. Dentre outras áreas, a nepetelactona altera principalmente o hipotálamo, responsável por regular as emoções do bicho. Isso gera as alterações de comportamento que os donos podem observar.

Mas o que acontece dentro do cérebro? Os cientistas não conseguem afirmar se o mecanismo é o mesmo das drogas em humanos, mas existem algumas pistas. Alguns estudos sugerem que a molécula atua nos receptores opióides, os mesmos que incorporam substâncias derivadas do ópio. Elas são usadas para diminuir a dor, mas também podem gerar euforia quando ingeridas em grandes quantidades.

A naloxona é um composto capaz de bloquear esses receptores. “Quando os gatos inalam a erva e em seguida recebem naloxona, eles param de se comportar de maneira eufórica, o que indica que o efeito pode estar nos receptores opióides” diz o pesquisador Bruce Kornreich, da Universidade Cornell, em entrevista ao LiveScience.

A maioria dos gatos é suscetível aos efeitos da erva. Estima-se que de 70% a 80% deles apresentem comportamentos bizarros depois de cheirar. E eles não são os únicos. Outros felinos, como leopardos e leões, também se sentem tentados pelo cheiro. A erva é usada como isca por caçadores para atrair os animais.

Apesar de a erva ter efeito parecido ao de uma droga, não há nada que mostre que ela faça mal para a saúde do gato se utilizada com moderação. A erva também não vicia e nem cria tolerância — ou seja, não há perigo de o seu gato assaltar sua carteira para comprar cada vez mais erva.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998