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Comissário-geral do Daea vai à Câmara dar explicações sobre a crise da água na Zona Leste de Araçatuba

O comissário-geral do Conselho Administrativo da Agência Reguladora e Fiscalizadora Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) vai à Câmara Municipal de Araçatuba nesta segunda-feira (22) para prestar esclarecimentos a respeito da crise no abastecimento de água que deixou pelo menos 40 mil pessoas da Zona Leste com as torneiras secas durante quatro dias, no início deste mês.

A convocação de Saito foi feita a partir de requerimento apresentado pelo vereador Arlindo Araújo (Cidadania) e aprovado pelos demais parlamentares. Em razão do comparecimento do comissário à Câmara, a sessão de segunda terá um rito diferenciado, A fase do Grande Expediente será reduzida a uma hora e não haverá as fases do Pequeno Expediente e nem Ordem do Dia.

A crise ocorreu entre os dias três e seis de outubro, quando a Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba) informou que faria obras de setorização no sistema de abastecimento do Hilda Mandarino. No entanto, segundo a concessionária, houve o rompimento de duas adutoras, o que teria provocado o desabastecimento prolongado na Zona Leste.

Em entrevista ao Regional Press e à Band FM, o comissário do Daea, Márcio Saito, disse que o desabastecimento de água não pode perdurar por mais de 24 horas, por isso, a Samar poderá ser multada em até R$ 1 milhão, dependendo as duas justificativas para o prolongado corte no fornecimento de água. As multas por descumprimento no contrato assinado com o município em 2012 estão previstas na Resolução nº 02, de 2014.

O comissário-geral lembrou que já houve um descumprimento por parte da empresa em março deste ano, quando pelo menos 40 bairros das regiões norte e sul de Araçatuba ficaram sem água por quatro dias.

“Naquele caso, houve uma sucessão de falhas na bomba e a empresa não tinha fornecedor para substituir o equipamento, porque isso aconteceu em um fim de semana. Por isso, entendemos que não caberia a autuação à Samar, naquela ocasião”, explicou.

PROTESTO E POLÍCIA

A crise revoltou moradores, que chegaram a protestar em frente à empresa, inclusive com a queima de pneus. Eles também registraram boletins de ocorrência e planejam ajuizar ações na Justiça por danos morais contra a Samar.

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