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Começa a colheita da primeira safra comercial de uva em Araçatuba

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O produtor rural Alberto Figueiredo da Silva colhe os primeiros frutos em sua propriedade localizada no bairro rural Ferdinando Laboreaux


Niágara, Vitória, Brasil, Itália, Benitaka, Benifuji, Ísis e Isabel. São essas as variedades de uva cultivadas pelo produtor rural Alberto Figueiredo da Silva, 68 anos, de Araçatuba (SP). Passados dois anos da primeira turma do programa Viticultura, do qual ele fez parte juntamente com outros 14 produtores do município, chegou a hora de colher os frutos da safra inicial.

Os cachos pendem de 475 pés que ocupam 6 mil m2 do Recanto dos Pássaros, no bairro rural Ferdinando Laboreaux. Para comercializar a produção, Silva está em contato com supermercados e distribuidores, mas também vende o produto no varejo.

“O sítio está aberto para quem quiser vir aqui e colher as uvas no pé”, comenta. A propriedade fica a 13 quilômetros do centro da cidade.

Na venda a granel o preço do quilo vai de R$ 6,00 a R$ 10,00, dependendo da variedade da uva, e o acerto é feito com a dona Iraci, esposa de Silva. “Trabalhamos juntos, ele produzindo e eu vendendo”, explica ela.

Sobre o trabalho que o cultivo dá, o marido afirma que “quem gosta e trabalha com prazer nem sente o trabalho”. Além de uva, a família cria gado e planta milho. “A ideia é no ano que vem ter mais conhecimento sobre a produção, e, quem sabe, fazer vinho”, diz Silva.

Para 2020, Alberto e dona Iraci estão ampliando o parreiral, plantando mais 1800 pés, que vão ocupar mais um hectare do sítio.

DIVERSIFICAÇÃO

Gratuito, com cinco meses de duração, sete módulos e carga horária de 152 horas/aula, o programa capacita profissionalmente pequenos produtores e trabalhadores rurais na produção de uvas, com foco na obtenção de produtos saudáveis, competitivos no mercado e com menor agressão ao ambiente. A parceria do Siran, com o Senar-SP e a Prefeitura é justamente promover a diversificação de cultura e gerar renda para o produtor.

O presidente do Siran, Fábio Brancato, e o prefeito Dilador Borges (PSDB) visitaram a propriedade de Silva e se surpreenderam com o que viram. “As parreiras estão muito bonitas e dá um gosto imenso vê-las produzindo dessa forma. Isso nos estimula a abrir mais turmas no ano que vem, pois a procura só vem aumentando”, afirma Brancato.

Cada turma conta com 15 vagas. “O que a gente quer é fazer de Araçatuba uma terra de vários cultivos, de diversidade mesmo. Aqui tem espaço pra boi, cavalo, cana, milho, frutas e muito mais. E a prefeitura está aqui para ser parceiros do produtor rural”, disse o prefeito.

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Fonte:
Assessoria de Imprensa do Siran
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HOMENAGEM

Francisco Ferreira Batista completa cem anos

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O centenário pratica academia três vezes por semana e diz que o segredo da longevidade é não fumar, não usar drogas e tomar uma taça de vinho antes das refeições - Foto: Assessoria de Imprensa do Siran

Nesta terça-feira (19), Francisco Ferreira Batista completa 100 anos de vida. Cuidadoso com a saúde e disciplinado, ele frequenta a academia três vezes por semana. Lúcido, tem memória invejável para nomes, datas, valores e números em geral. Ativo, dirigiu o carro até janeiro deste ano, quando a CNH (Carteira Nacional de Trânsito) expirou e ele acabou sendo convencido pelo médico e pela família a não a renovar. É um dos associados mais longevos do Siran (Sindicato Rural de Alta Noroeste), sendo filiado desde 1987.

Terceiro dos nove filhos dos imigrantes portugueses José Ferreira Batista (que dá nome a uma das principais avenidas de Araçatuba) e Joaquina de Jesus, nasceu no bairro rural Córrego do Campo, em Coroados (SP), quando o município ainda era distrito de Birigui. Após uma geada dizimar a lavoura de café da propriedade, mudou-se para Araçatuba com a família quando ainda era criança, em 1925. Dos oito irmãos, cinco são vivos.

A família de Francisco Ferreira Batista veio de Coroados para Araçatuba em 1925: “Todas as ruas eram de terra”, conta

Começou a trabalhar cedo. Primeiramente, na máquina de beneficiamento de arroz e no moinho de fubá que o pai montou em Araçatuba. Depois de passar três anos por um curso introdutório de contador, foi auxiliar contábil de Braulino Quintilhano, office boy de Clóvis de Arruda Campos, auxiliar administrativo na padaria Menezes, e chegou a atuar de forma autônoma com clientes de escritas fiscais.

Em 1953, em sociedade com o cunhado Luiz Prando, abriu a Fábrica de Ladrilhos de Araçatuba (também era uma loja de materiais de construção), que ficava na rua Bandeirantes, 31. Fechou a empresa em 1980.

RELAÇÃO COM O CAMPO

Paralelamente às atividades profissionais, ajudava o pai a administrar as suas duas fazendas de gado, uma em Araçatuba e outra em Braúna. Com o falecimento de José Ferreira Baptista, em 1978, a de Braúna foi vendida e a de Araçatuba, repartida entre os filhos. Nos poucos mais de 30 alqueires que herdou e mantém até hoje, criou gado e depois arrendou.

Antes disso, havia comprado um sítio em Coroados, onde produzia lenha e a fornecia para uma fábrica de óleo local chamada Biol. Vendeu a propriedade e adquiriu outra no mesmo município, na qual mantinha vacas de leite.

Aconselhado por amigos a filiar-se ao Siran, avalia positivamente a inciativa. “O sindicato me ajuda muito. Sempre busco na entidade informações do setor, orientação, e utilizo os serviços, principalmente o de contabilidade e a dentista. Só tenho a agradecer o Siran por tudo o que fez e tem feito por mim e pela agropecuária, de forma geral”.

MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR

Em um século de vida, Francisco acompanhou importantes fatos da história do Brasil, como o Estado Novo, a 2ª Guerra Mundial, transferência da capital federal para Brasília, a Coluna Prestes, a Ditadura Militar, a redemocratização etc.

E impressiona a facilidade com que ele se lembra de fatos longínquos, como a chegada da família a Araçatuba. “Em 1925, todas as ruas eram de terra. A primeira asfaltada, muito tempo depois, foi no entorno da praça Rui Barbosa. Comparado a Coroados, aqui tinha muitas casas e isso chamou muito a minha atenção”, conta.

Marcaram a sua memória o café queimado pelos produtores, entre as décadas de 1920 e 1930, para reduzir o estoque ocasionado por uma superprodução, e assim aumentar o preço do produto; o racionamento de combustível e açúcar durante a 2ª Grande Guerra; e a introdução do nelore na pecuária nacional.

“Antes, o gado era mestiço e muito suscetível a moscas e carrapatos. Com a chegada do nelore, que é mais rústico, a pecuária mudou muito e ficou muito melhor”.

Casou-se em 1955 com Maria Furlan Ferreira Batista, falecida em 1994, e com ela teve dois filhos: Edson e Deise. Há 25 anos, conta com a atenção e o apoio da cuidadora Maria Eraídes de Oliveira Trindade. E para quem almeja chegar a um século de vida, Francisco aconselha não fumar, não usar drogas, e tomar uma taça de vinho antes das refeições. “De preferência, um bom vinho”, finaliza.

 

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COM DESCONTOS PARA INADIMPLENTES

Prefeitura de Birigui espera recuperar R$ 3 milhões em tributos atrasados

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A Prefeitura de Birigui espera recuperar R$ 3 milhões em tributos atrasados com o recém-lançado Programa de Recuperação de Tributos (PRT), que oferece descontos de até 100% em multas e juros para estimular os contribuintes a quitarem os seus débitos com o município, que tem aproximadamente R$ 59 milhões inscritos na dívida ativa.

O Programa foi aprovado pela Câmara Municipal de Birigui, por meio de um projeto de autoria do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB). A lei foi publicada nesta segunda-feira (18).

O objetivo é promover a regularização de crédito decorrente de contribuintes que possuem dívidas tributárias, não tributárias, multas, indenizações e restituições gerados até 31 de dezembro de 2018.

O Programa oferece desconto de 100% de multas e juros para quem não foi cobrado judicialmente, e de 50% de honorários para os casos que já estão na Justiça.

Para aderir ao benefício, o contribuinte deve procurar a Secretaria Municipal de Finanças, para a retirada do Documento de Arrecadação Municipal. O pagamento dos débitos, conforme a lei, deve ser feito até o dia seis de dezembro, para obter os 100% de desconto nos juros de mora e de multa ou os 50% de honorários advocatícios.

Os parcelamentos já celebrados pela Administração Municipal previstos em legislações anteriores continuarão a existir normalmente para aqueles que não optarem pelo regime especial de pagamento previsto nesta lei.

“Este Programa de Recuperação de Tributos – PRT é mais atraente, pois além do desconto de 100% de multa e juros, para quem não tem condições de pagar a dívida total, a Prefeitura dará o mesmo benefício para quem fizer o pagamento parcial da dívida”, falou o secretário municipal de Finanças, Fábio Vieira.

Ele explica que, dentre os objetivos do Programa, estão possibilitar a recuperação de todas as empresas que atuam no município; possibilitar a redução da inadimplência para os cidadãos que residem ou possuem imóveis em Birigui e incluir no programa eventual saldos de parcelamentos ou reparcelamentos remanescentes.

SERVIÇO

A Secretaria de Finanças fica na rua Oswaldo Cruz, número 146, Centro. O horário de atendimento ao público é das 10h às 16h.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998