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Fronteira

Polícia recupera no Paraguai carro furtado em São Paulo 27 anos depois

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A polícia recuperou um carro, na fronteira do Brasil com o Paraguai, 27 anos depois de o veículo ter sido furtado em Perdizes (zona oeste da capital paulista). O flagrante ocorreu na Ponte Internacional da Amizade, que divide os dois países, no último sábado (10).

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), agentes realizavam fiscalização de rotina em veículos, quando abordaram um Ford Verona, com placas paraguaias. A fiscalização ocorreu no km 730 da aduana Brasil/Paraguai, na cidade de Foz do Iguaçu (PR).

Após a abordagem, ainda segundo a PRF, o motorista do Verona, um paraguaio de 45 anos, apresentou o contrato de compra e venda do veículo. Porém, a polícia realizou uma consulta, com base no número dos chassis do carro, constatando que ele havia sido furtado, na capital paulista, em 30 de abril de 1992.

O acusado, assim como o carro furtado na década de 1990, foram encaminhados ao 6º DP de Foz de Iguaçu.
Ainda segundo a PRF, entre janeiro e esta segunda-feira (12), 29 veículos roubados ou furtados foram recuperados na Ponte Internacional de Amizade.

VÍTIMA

O dono do Verona, um empresário atualmente com 70 anos, tinha 43 anos de idade à época do furto. Ele ficou sabendo da recuperação do carro pela reportagem do Agora. “Nem me lembrava mais sobre este carro que me levaram”, confessou.

Pelo que ainda se lembra, ele comprou o Verona, ano 1990, usado – o dono disse ter comprado o veículo com dois anos de uso. O carro foi furtado poucos dias depois. “Eu me lembro que ia vender outro carro que eu tinha, pois havia comprado o Verona. Mas depois que bandidos o levaram, meus planos mudaram”, afirmou.

Ele acrescentou que, à época do furto, desconfiou que o crime teria sido feito por encomenda. O idoso não soube dizer como o veículo foi furtado.

Perguntado se pretende ir buscar o carro no Paraná, o aposentado confessou que “não quer essa dor de cabeça”.

A produção do Verona terminou em 1993. O modelo GLX 1.8 fabricado em 1992, similar ao do aposentado, segundo a tabela Fipe, é comercializado atualmente ao preço médio de R$ 4.410,00.

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crise

Governo autoriza contratação de brigadas Federais para combate a incêndios florestais

Crise de incêndios na Amazônia tem enorme repercussão mundial

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Ministério do Meio Ambiente publicou nesta sexta-feira, 23, no DOU, portaria que autoriza o Prevfogo – Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais a contratar brigadas Federais por todo o país.

O texto explica que portaria de março declarou estado de emergência ambiental nos seguintes estados: AC, AP, AM, BA, CE, DF, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PE, PI, RJ, RO, RR e TO. A seleção de áreas críticas foi apontada pela Prevfogo a partir de critérios técnicos como detecções de focos de calor registrados pelo INPE, a presença de unidades de conservação, terras indígenas e projetos de assentamento rurais.

A portaria autorizada a contratação em municípios de todos os Estados apontados.

Repercussão internacional

Nesta semana, a crise de queimadas na Amazônia, maior floresta tropical do mundo, ganhou repercussão enorme no mundo todo. Hashtags como #ActForTheAmazon estão entre os assuntos mais comentados do mundo no Twitter há dias.

Pelo Twitter, o presidente francês, Emmanuel Macron, catalogou os incêndios na Amazônia como “crise internacional” e decidiu incluir o tema na agenda do G7 deste fim de semana. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, respondeu ao francês na mesma rede social: ” Precisamos agir pela Amazônia e agir pelo nosso planeta –nossos filhos e netos contam conosco.”

Primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel também destacou que situação é urgente e deve ser debatida pela cúpula do G7. No mesmo sentido, porta-voz do primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, manifestou preocupação com o impacto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou, afirmando “profunda preocupação” com a situação. “Em meio à crise climática mundial, não podemos nos permitir mais danos a uma grande fonte de oxigênio e biodiversidade. A Amazônia deve ser protegida”, tuitou.

No Brasil, o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, destacou que, embora a floresta fique em território brasileiro, “não temos o dever de preservá-la apenas para os brasileiros”. “Ou o oxigênio que brota da Amazônia e a chuva que a Amazônia proporciona a todo o continente são algo que pertence só ao Brasil? Se assim pensarmos, podemos fechar todas as disciplinas de meio ambiente no mundo, porque o meio ambiente é algo que transcende os países.”

Noronha fez uma reflexão a respeito da responsabilidade constitucional do Estado e das pessoas em relação à defesa do patrimônio natural e à utilização consciente de algo que é “bem comum de uso do povo”.

Comissão

Nesta quarta-feira, 21, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou criação de comissão externa para monitorar os incêndios e destacou a importância da preservação do meio ambiente para manter fortes as exportações e o agronegócio.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, duramente criticado nesta semana devido aos problemas envolvendo o Meio Ambiente, afirmou que os incêndios podem prejudicar o setor do agronegócio no Brasil, e que o governo trabalha para mitigar o problema.

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POLÍTICA

NOVO se afasta de Salles: “não mantém nenhum contato com partido”

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O Partido NOVO lançou nesta quinta-feira (22) uma nota pública se afastando da figura de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que é um de seus filiados.

“O ministro não mantém nenhum contato com o partido quanto aos seus planos, metas e objetivos para a pasta”, diz o texto.

A nota vem em meio a uma onda de críticas a Salles diante da crise internacional gerada pela alta das queimadas e do desmatamento nos últimos meses, comprovadas por dados de diversos institutos.

O problema foi destaque na mídia internacional nos últimos dias e o presidente da França, Emmanuel Macron, disse hoje que levará o tema para discussão no encontro do G7.

No texto, o NOVO destaca que em maio o seu Diretório Nacional emitiu uma resolução determinando que qualquer filiado que venha a participar em um cargo público relevante em qualquer instância de governo, quando não for indicado, deverá solicitar a suspensão da sua filiação.

É o caso de Salles, que foi escolha do governo Bolsonaro, mas a resolução não tem efeitos retroativos.

Hoje mais cedo, os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciaram que vão protocolar um pedido de impeachment do ministro.

No entendimento dos senadores, o ministro cometeu crime de responsabilidade em suas decisões no cargo, além de atos incompatíveis com a função, ao perseguir agentes públicos.

Outro grupo que pediu a saída de Salles foi o Movimento Acredito, de apoio a novas lideranças e que tem deputados como Tabata Amaral entre seus membros. A hashtag #ForaSalles esteve entre os principais temas do dia no Twitter.

Salles foi secretário particular de Alckmin entre 2013 e 2014 e Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo entre 2016 e meados de 2017.

Ele havia ganhado notoriedade como líder do movimento Endireita Brasil e concorreu no ano passado como deputado federal, mas não foi eleito.

Veja a nota na íntegra:

“Esclarecimentos do NOVO em relação ao Ministro Ricardo Salles:

1 – Esclarecemos, mais uma vez, que o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles não foi uma indicação do NOVO e, portanto, não representa a instituição. O ministro foi escolhido e responde ao presidente Jair Bolsonaro

2 – Não há qualquer interferência ou participação do partido na gestão do Ministério do Meio Ambiente. O ministro não mantém nenhum contato com o partido quanto aos seus planos, metas e objetivos para a pasta. Só temos conhecimento das suas ações quando divulgadas publicamente.

3 – Ricardo Salles é um dos 47.739 filiados ao NOVO, não participa de nenhuma atividade partidária e nem exerce qualquer cargo dentro do partido.

4 – O Diretório Nacional do NOVO emitiu, em 31/05/2019, uma resolução determinando que qualquer filiado que venha a participar em um cargo público relevante em qualquer instância de governo, quando não for indicado pelo NOVO, deverá solicitar a suspensão da sua filiação.

A resolução, como estabelece a lei, não tem efeito retroativo, e portanto, não se aplica ao ministro.

5 – Qualquer eventual sanção a um filiado do NOVO está prevista, e deve seguir rigorosamente o que está estabelecido no Estatuto do partido.

O NOVO conta com o Conselho de Ética Partidária, um órgão colegiado e independente, apto a receber de seus filiados eventuais processos por descumprimento do Estatuto.

Os mandatários do NOVO no legislativo e executivo têm atuado com equilíbrio, diálogo e baseado suas políticas públicas e propostas em dados, fatos e evidências.

Esta é a postura que esperamos de todos os membros do atual governo, em especial daqueles que são filiados ao NOVO, como o ministro Ricardo Salles.”

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POLÍTICA

Instituto FSB: 48% desaprovam a maneira como Bolsonaro governa o país

Levantamento aponta ainda que 68% dos brasileiros acham que as declarações polêmicas do presidente comprometem o andamento da gestão

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Quase a metade dos brasileiros (48%) desaprova a maneira como o presidente Jair Bolsonaro (PSL) governa o Brasil, segundo pesquisa feita pelo Instituto FSB e encomendada pela revista Veja. Na mesma questão, 44% aprovam, 6% são indiferentes e 2% não sabem ou não responderam.

Outra questão avaliada na pesquisa é o efeito das declarações polêmicas de Bolsonaro em relação ao andamento do governo. Se 30% acreditam que elas não atrapalham, por outro lado, 68% dizem que dificulta as falas dificultam a gestão — para 49% atrapalham muito; 10% mais ou menos; e 9% pouco. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Sobre o efeito das frases polêmicas em relação ao andamento do país, o número é um pouco menor. Ou seja, 65% afirmaram que prejudicam — 45% muito; 12% mais ou menos; e 8% pouco. Quasea um terço disse não atrapalhar e 2% não responderam.

A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 16 e 18 deste mês. Foram consultadas 2 mil pessoas em todo o país.

Outros números:

Avaliação do governo
-Ótimo – 11%
-Bom – 19%
-Regular – 33%
-Ruim – 9%
-Péssimo – 26%
-Não sabem – 2%

Expectativa do eleitorado
-Muito melhor que o esperado – 11%
-Um pouco melhor que o esperado – 16%
-Igual ao esperado – 28%
-Um pouco pior que o esperado – 15%
-Muito pior que o esperado – 27%
-Não sabe – 3%

Expectativa sobre o mandato (até o fim da gestão)
-Ótimo – 20%
-Bom – 25%
-Regular – 23%
-Ruim – 8%
-Péssimo – 21%
-Não sabem – 4%

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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